<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923</id><updated>2011-08-19T12:29:50.325-03:00</updated><title type='text'>geometria do chaos</title><subtitle type='html'>Este blog é dedicado ao encontro. Às coisas díspares e semelhantes evidentemente como as diversas e divergentes. Reto e curvo. Linear. Cartesiano e caótico, geométrico e expansivo. Resiliência é o estado de remorfose das coisas, quando da ruptura renascem as coisas para seu estado original de matéria e alma,e, neste caso, resiliência poética será nosso assunto. Uma vez ou outra tudo isso poderá ser nada disso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>25</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-6131033708930623314</id><published>2007-08-30T05:16:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:15.626-02:00</updated><title type='text'>ou não: trienal de pintura latino-americana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A Trienal brasileira de pintura latino-americana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;“Há também as paisagens e as vidas que não foram inteiramente interiores. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Certos quadros, mesmo sem relevância artística, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;certas óleogravuras que havia em paredes que convivi muitas horas – passam a realidade dentro de mim”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Muitos são os motivos para que se faça esta reflexão. A começar pelo momento de retomada da democracia que estamos vivendo, no plano das relações internas e externas do país. Esta reflexão que se segue, deve-se a abertura contínua que o Memorial vem criando através da Galeria Marta Traba, através de seus gestores e da figura de seu presidente atual, Fernando Leça. Creio que tais iniciativas só possam fazer sentido dentro de uma franca restauração do Memorial da América Latina e seu legado de integração como vêm ocorrendo. Faço apenas meu dever em argumentar a favor de tal abertura, através da reflexão que surge de um desafio proposto pelo espaço, durante a realização da mostra ut pictura diversitas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1978 foi feita a tentativa, defendida por Mário Pedrosa Roberto Pontual e Aracy Amaral, de se transformar a Bienal de São Paulo num espaço dedicado exclusivamente para a arte da América Latina. A maioria dos críticos e artistas envolvidos foi contra esta decisão. Inclusive Marta Traba. Sobre este fato me lembrava Francisco Alambert, crítico de arte e professor de História da FFLCH-USP, co-autor do livro (junto a Polyana Canhête) “Bienais de São Paulo – da era do Museu à era dos curadores”, no último final de semana. Isto seria mesmo um antagonismo já que se imporia a todo o histórico de buscas de integração e abertura para o livre trânsito internacional da arte latino-americana, uma asfixia em relação ao diálogo com os outros Continentes. Não se deve pensar nenhuma ação deste tipo para o fechamento, mas, para a ampliação do trânsito dos artistas do continente Americano, dentro e fora dele.&lt;br /&gt;Evidentemente, a projeção de uma trienal de pintura latino-americana em São Paulo, jamais poderia pretender o mesmo intento, ou seja, de abranger o papel da Bienal Internacional de São Paulo, guardadas as devidas proporções e o respeito ao fato de que estamos lidando com apenas uma linguagem, neste caso, a da própria pintura. A função desta e de outros eventos que possam ser criados, para gêneros diferentes, deve existir como ação complementar ao que já existe, podendo contribuir de maneira mais ou menos crítica em relação ao panorama da diversidade e da democracia, da pintura e suas migrações enquanto fluxo de informação em linguagem, na medida em que o país e a humanidade possuem novas demandas, um crescimento populacional e a necessidade, então, da que se construa a história de modo dinâmico, para que se faça transformações mais imediatas e urgentes na nossa sociedade. Talvez a história não esteja mais nos veios da cultura apenas para exercer um papel passivo e sim para contribuir com as áreas do conhecimento no sentido de antecipar fatos e propor mudanças imediatas. A história que apenas conta a instituição do passado, contemplativamente, talvez esteja mesmo no fim. O paradigma da interação irá revertê-la, supostamente, para o que possamos historiografia dinâmica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;As coisas que motivam a criação da trienal de pintura figuram em torno de questões chave para a integração da arte brasileira com a arte do Continente americano. Implicam numa conduta ativa de transformação. Demolem a cultura da crítica que, ao mesmo tempo em que critica, permanece de braços cruzados. Esta postura está ruindo.&lt;br /&gt;Ressaltar que a arte brasileira não ocupa seu devido lugar na história geral da arte é incorrer naquilo que perpassa também a história dos nossos países vizinhos com a exceção de que talvez eles tenham ocupado um pouco mais do que nós a cena da Modernidade.&lt;br /&gt;A presença do Brasil é velada no campo da filosofia contemporânea, dado o fato de que muitos dos pensadores, que são mundialmente admirados, como Roger Bastide, Lévi-Strauss, Edgar Morin, para ficar apenas em três exemplos, foram fortemente influenciados pela cultura brasileira, mas, nós os consumimos, esquecendo deste fator. Ouso dizer que sem a sua vivência do Brasil, tanto a presença quanto a autenticidade do pensamento destas personalidades teria um papel menor do que eles exercem no presente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O mesmo ocorre com figuras da arte brasileira como Cândido Portinari, Oscar Niemeyer, Victor Meireles de Lima e Pedro Américo se quisermos ir mais lá atrás. Mas tratamos a questão quase sempre de maneira anedótica. Portinari é considerado pintor menor porque foi ligado à regimes de esquerda e curiosamente utilizado como ícone oficial da arte social brasileira pela linha política oposta a das posições que ele ocupou. Foi deputado federal e destituído. Oscar Niemeyer é freqüentemente mais falado pela sua anti-funcionalidade como arquiteto do que pensado como inventor de espaços voltados para o grande fluxo e a liberdade de ação que convencionam-se ao tempo de hoje. Mas ainda estamos ligados à arquitetura da subdivisão, do compartimento.&lt;br /&gt;Vitor Meireles e Pedro Américo estão devidamente soterrados: quantos se lembram da atuação de Pedro Américo como deputado federal e primeiro autor das primeiras leis em defesa da arte brasileira? Quantos sabem que ele, mesmo acusado de plagiário, escreveu uma série de ensaios de estética, inclusive o intitulado “discurso contra o plágio”. Mal sabemos que ele pintou o Grito do Ipiranga.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sobre Vitor Meireles, a história mais assustadora é a da destruição de seu panorama do Rio de Janeiro, uma obra de 1440 metros quadrados de pintura. Nenhum tolo se proporia a tal façanha. Sobrou a “Batalha dos Guararapes” no imaginário da maior parte dos brasileiros. Vitória contra os invasores holandeses, derrota pelos pares da mesma nacionalidade no respeito com a tradição histórica da arte brasileira. No seu tempo o chamaram de borrador de panos e a nossa geração o herdou, desde a análise da Semana de 22, como pintor acadêmico. Evidentemente no sentido pejorativo. É certo que ficamos curiosos de ver este panorama, ou não? Recentemente, seus restos foram encontrados no jardim da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no lugar que era um brejal na época. Vitor Meireles, no entanto, falava em seus escritos sobre “tecnologias da pintura”. Esquece-se que eles foram a última e contrariamente crítica geração à Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E voltando ao presente, bastaria ver a série, de Adriana Varejão, “Reflexos de Sonhos no sonho de outro espelho” (Estudo sobre o Tiradentes de Pedro Américo), pintado por ela em 1998, para compreender a recorrência do tema do esquartejamento na cultura visual da América Latina, na arte brasileira. Para Pedro Américo, a figura de Tiradentes tratava da constituição iconográfica da vida de um ídolo libertário. Mas o que surge na pintura de Adriana Varejão é outro esquartejamento, não é mais aquele existente no final do século XIX, que esgota o presságio de que “l’arte é uma cosa mentale”, de Da Vinci, trazido à baila nos anos 70 por Marcel Duchamp e sua invenção do Conceitualismo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtZ-KVVCnvI/AAAAAAAAAGI/CiZ2bstp1jk/s1600-h/Varej%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104405943660224242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtZ-KVVCnvI/AAAAAAAAAGI/CiZ2bstp1jk/s320/Varej%C3%A3o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E o que aparece na pintura de Adriana Varejão é o esquartejamento da própria pintura e seu decurso histórico na arte brasileira. Ver estes trabalhos faz sentir uma forte tensão entre o conceito e a repugnância total a ele. Faz ver reflexos de uma cultura que ao inventa a vida com a morte, a beleza com o sangramento da atrocidade, uma construção que se faz, necessariamente, a partir da destruição.&lt;br /&gt;Penso então no que ocorre, cada vez que se importa um novo conceito para dentro do universo cultural da arte brasileira, que se dá vida a novos esquartejamentos: os mesmos que ocorreram na passagem da Monarquia para a República e que ocorrem hoje, generalizadamente, entre as sucessões políticas, de classe social e todas as outras sucessões, até mesmo no campo da vida íntima de cada um de nós. E penso também que estes esquartejamentos poderiam ser minimizados ou evitados se aprendêssemos a concluir ações sociais amplas e não tratá-las e nem deixá-las para lá, como promessas ou mais um descumprimento de promessas. Esta fé é falsa, ou melhor, é a fé dualista entre o falso e verdadeiro com a qual nos acostumamos a viver.&lt;br /&gt;Evidente que isto que coloco, não é falar de qualquer tipo de auto-suficiência, pois a exemplo do Continente europeu e o que ocorreu com a cultura da união européia, a união re-significa o papel de toda uma comunidade que se mantém plural para os efeitos da era global. Mas é falar sim do respeito ao que representa a América como fenômeno de renovação da cultura Ocidental e da necessidade de sermos mais atentos e éticos em relação ao papel da nossa cultura. Para quê, para quem? No mínimo para não vivermos mais a aceitação passiva das nossas fronteiras como linhas de esquartejamento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nosso caso é de inserir o Brasil na perspectiva histórica da América Latina. Sanar a defasagem de livre trânsito revogada pelas ditaduras. Unir quem já pensou o tema anteriormente à quem está no presente, erradicando uma certa orfandade histórica. De veicular, através da pintura, mais uma pequena pedra fundamental de reflexão e enlace do tecido cultural que nos soma aos nossos países vizinhos. E porque uma Trienal somente da pintura?&lt;br /&gt;Provavelmente, porque a pintura ainda possui um vagar, uma fração intrínseca do ambiente onde ela é produzida e porque ela impregna-se destes códigos locais, com uma ampla e mais complexa veracidade de informações do antropos deste habitat do que as novas mídias se as pensarmos no seu campo puramente descritivo e de difusão. Ninguém nega a interação, mas há que se ver suas limitações tanto quanto se aponta a limitação dos meios tradicionais da expressão e, sempre, buscando a integração ao invés do niilismo que anula a existência uma realidade em função do surgimento de outra.&lt;br /&gt;Este documento amplo que ainda é a pintura, anímico e factual, à feita de toda a multiplicidade de novas linguagens visuais que surgem, é um veículo estratégico e dinâmico para que se reúna e estude os mecanismos de atração e difusão entre as culturas do Continente. A mídia da pintura ainda é o elemento de permanência direta da razão, do gesto, da linguagem, do embasamento das transcrições visuais da América Latina.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há uma riqueza iconográfica, simbólica e tradutora de códigos específicos do espaço e do tempo na pintura, que estão além da pura geografia, da fotografia das manchetes ou da subjetividade de fotógrafos pioneiros na arte e no uso da fotografia como linguagem visual ou abarcamento antropológico para o desenvolvimento de teses visuais sobre o humano e seus diferenciais.&lt;br /&gt;A pintura se porta como um pedaço da matéria, um arremesso do todo, do que se passa na vida dos indivíduos de um lugar, fragmento do lugar em que se origina e este corpo de anatomia própria e que ao migrar para outro lugar, reporta-se como o espaço-tempo de um lugar para outro. Pode-se até dizer que a pintura é, em si, a moção literal do espaço e do tempo. Que ela não está desvencilhada da fotografia, do cinema, do vídeo. Aliás, ela é essencialmente a matriz da visualidade e do aparecimento destas mídias.&lt;br /&gt;Uma mídia altamente material e subjetiva, ou melhor, que do ponto de vista filosófico, atua como corpo simultâneo da subjetividade e da objetividade ao mesmo tempo. Paralisado e metafisicamente, o espaço que é desvelado pela pintura é parte intrínseca da cultura onde nasce. É a parte que contém o todo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, a trienal de pintura que pode ser realizada pelo Memorial da América Latina, dará fôlego às Bienais que já existem em todo o Continente, complementará a rede de ações que já existem, integrando mais o Brasil e os artistas brasileiros e levando-os a preencher o espaço vago sem razão de ser. E que isto não apenas dê mais visibilidade ao artista brasileiro no Continente, mas traga a arte dos nossos artistas vizinhos para o campo da apreciação visual dos brasileiros. Muitas personalidades já percorreram este caminho em posições contrárias. Leonor Amarante, Maria Bonomi, Radha Abramo, Mario Schenberg, Jacob Klintowitz, Mario Gruber, Juan Acha, Sheila Leirner, Koellreutter, Gyula Kosice, Frederico Morais, Felipe Ehremberg, José Roberto e Nelson Aguilar, irmãos Campos, enfim, para não sair de apenas alguns exemplos, no estrito campo das artes visuais e suas questões limítrofes.&lt;br /&gt;A Trienal de pintura pontuará uma ação maior no cuidado com o mínimo, ou com os fragmentos onde o todo está engendrado, se quisermos reconhecer os reflexos da ciência e da filosofia no senso das conquistas contemporâneas e seu modo de traduzir a realidade. Poderá adensar a preocupação com a história e suas minúcias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pintura, que já deixou de ser a descrição da realidade, que deu lugar ao plano da arte conceitual, que foi apontada como forma esgotada de expressão, possui grande importância para o homem latino-americano, pela razão de que se a pintura é morta como meio de expressão, são mortos os caminhos que expressaram-se através dela séculos à fio, transcrevendo uma ação que nela se constitui e que por meio dela se veicula. Esta “crise de morte generalizada” combina mais com o Velho Continente do que com o assim chamado Novo Mundo. E dentro e fora dele, afinal, enquanto houver pintores, haverá pintura. A crise não é das mídias e sim do homem.&lt;br /&gt;Outras mortes estão prenunciadas na contemporaneidade, como da história e da própria arte, por exemplo.&lt;br /&gt;Curiosamente, a pintura brasileira ainda está por ser descoberta e é natural que ela aparecerá pela via de escape da crise do Velho Mundo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para citar apenas mais um exemplo, Luis Sacilotto, muitas vezes apontado, simplesmente, como reprodutor da “cartillha de Max Bill”, teria causado o acréscimo da curva à cultura do Néo-Plasticismo inventado por Mondrian, e ao primado do pintor holandês pelos ângulos retos.&lt;br /&gt;Contradições como essa merecem estudos mais aprofundados e digo isso porque para simplificar o assunto que é uma especificidade da linguagem da pintura, que se vista universalmente, poderia modificar o plano da análise crítica da arte mundial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A pintura precisa ser discutida, sem limites de interface e suporte, porque é a mídia mais importante da visualidade até o final dos anos 70 do século XXI, no mínimo. Discutir a pintura brasileira e latino-americana com seriedade é discutir a história de nosso país e o Continente no qual está inserido. A reflexão profícua é um dos únicos caminhos para a integração de maneira democrática e atualizada.&lt;br /&gt;Relendo alguns ensaios sobre a América Latina ou da crítica brasileira sobre a falta de inserção do Brasil na cena da América Latina fica a seguinte pergunta: será que somos assim tão distantes, tão pouco integrados? Ou será diferente? Será que, ao invés disso, não somos, simplesmente, preparados à exmo para nos vermos como um continente desintegrado?&lt;br /&gt;Damián Bayón é que aponta para o fato de haver uma América Latina que não só não é conhecida pelo mundo como num fenômeno mais grave, não conhece a si própria. Em seu livro “Aventura plástica de hispanoamérica”, o Brasil está fora da reflexão, mas não deixa de ser oportuno dizer que se o Brasil sem integração com a América Latina não se traduz por uma América Latina que já está integrada. Ao contrário, nas palavras de Bayón percebe-se a imensidão deste desafio. A inserção do Muralismo Mexicano não foi suficiente como inserção planetária, nem para nós nem para os países de língua hispânica.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas, uma coisa é certa: estamos mais próximos da cultura de integração do que imaginamos. A distância é mais conceitual do que geográfica. Aumentar o trânsito levará à eficácia desta compreensão. As redes de informação, e, sua imensa capacidade de suscitar demanda e transferência de tecnologias culturais além de conteúdos vários, ainda está por ser elaborada e praticada na direção das políticas de integração que serão fundamentais em tempos de capital humano e cultural. Esta situação foi antevista pelo Filósofo Álvaro Vieira Pinto e por ele expressa em 1500 páginas à respeito do conceito da tecnologia.&lt;br /&gt;Se não podemos figurar no panorama da história da Modernidade, ainda, é certo que somos o assunto essencial da humanidade, enquanto descoberta há mais de cinco séculos. Mas é possível reconhecer que de um século para outro vimos fazendo avanços na história. E levo isso para o lado menos competitivo da questão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desafio para a pintura, ou seja, mover-se do lugar de origem para o locus dos países vizinhos representará um avanço, na medida em que o pensamento originário da nossa cultura irá circular mais regularmente. Irá se visualizar que nosso espaço terá se deslocado tal qual, retornando a atração de outros espaços, ou seja, a pintura internacional latino-americana e, melhor dizendo, americana, para dentro do nosso espaço. Isto não faz nada mais do que aproximar culturas. E se alguém duvida –o que podemos aceitar- da pintura como linguagem de vanguarda, quem poderá duvidar da pintura como meio de integração cultural e promoção da Diversidade? Quem pode duvidar do grau de complexidade da pintura como representação da ciência do espaço e suas relações?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Redes virtuais não anulam redes materiais, assim como a criação da trienal de pintura não anulará o papel de tantas e importantes mostras que ocorrem no país. Pelo contrário, soma e contribui. Organiza fatos e aprimora os mecanismos de pós-história.&lt;br /&gt;O corpo ainda é o estado de permanência essencial das relações humanas mesmo na era da desmaterialização da cultura. Pois a desmaterialização também possui materialidade. A pintura brasileira é latino-americana e global. O interesse crescente da comunidade internacional e seus Museus, pelos movimentos Concreto e Neo-Concreto é uma prova disso.&lt;br /&gt;E o desafio da pintura brasileira é exatamente o de circular pelo Continente atraindo a pintura do Continente para cá. Isto é, se quisermos de fato a integração.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E não se trata de estabelecer velhas vias de hegemonia cultural, mas ao contrário, é situar o Brasil na via do Continente. Quem sabe assim possamos andar mais livremente do que antes, pelo menos, para agir de acordo com a via da integração que a Modernidade propôs e a qual esperamos alcançar na contemporaneidade para consolidar, quem sabe, com o esforço de geração, o direito às artes, no panorama da diversidade cultural; e para que ela seja um fator decisivo no respeito à propriedade cultural e seus criadores. Recolher o machado para não ter que viver passando a linha de costura em corpos e espaços jamais iguais aos que não precisem ser esquartejados para existir. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6131033708930623314?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6131033708930623314/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6131033708930623314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6131033708930623314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6131033708930623314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/08/ou-no-trienal-de-pintura-latino.html' title='ou não: trienal de pintura latino-americana'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtZ-KVVCnvI/AAAAAAAAAGI/CiZ2bstp1jk/s72-c/Varej%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-2168443600661658371</id><published>2007-08-29T14:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:16.629-02:00</updated><title type='text'>Na Beira</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quatro artistas em torno da água&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por ulysses bôscolo/ imagens: ester mendes&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ulysses Bôscolo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW4tVVCnrI/AAAAAAAAAFo/tfsYgPPJ8gE/s1600-h/boscolo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104188841653345970" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW4tVVCnrI/AAAAAAAAAFo/tfsYgPPJ8gE/s320/boscolo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Adequados a flutuar como garrafas contendo mensagens de alguém ilhado, perplexo entre as ondas que se espatifam nas rochas, que esmagam medalhas levadas no peito, terços, jóias de prata e outras honrarias religiosas, levanto a cabeça e olho ao redor, tentando segurar os últimos objetos; relíquias transportadas com dificuldade de um barco até a praia.&lt;br /&gt;Estes objetos são a tentativa desesperada de sair de uma “ilha”, de compreender a importância, a fantasia e o estilo do meu pai, viajando de Franca até a cidade de São Paulo; de se vestir elegante em sua farda de gala, de demonstrar carinho quando descia de terno e gravata todo suado a Serra do Mar, até a Praia Grande, onde morava minha avó.&lt;br /&gt;São fragmentos de um passado esmagado nos deveres do adulto que restou, sem pose, perdido, mapeando pelos objetos colecionados na infância; insetos, terços, fotografias, santinhos; tentando entender o amor que se fragmentou em relação ao meu pai. Uma instância de alegria e de dor, construídas primeiramente, em castelos na areia da praia.&lt;br /&gt;Conchas, fotografias, insetos encontrados tarde da noite, eram recolhidos no pátio da casa da minha avó e colocados em recipientes de vidro, que eu levava no colo. Suas formas retangulares marcaram profundamente, minhas memórias.&lt;br /&gt;Uma espécie de distância corrosiva entre a casa da minha avó, a presença protetora dos meus pais e o planalto; o muro de florestas azuis que se projetava contra a neblina do calor na planície, provocavam muitas vezes, na despedida do mar, um choro.&lt;br /&gt;Voltava todos os anos, para a minha casa no interior de São Paulo após as férias, rodando 500 km dentro de um corcel.&lt;br /&gt;Envolvia fantasias de todo o tipo. Uma percepção precoce de um desenho.&lt;br /&gt;A paisagem durante a viagem representava uma passagem mutante, em que a geografia do lugar, possuía influência direta nas minhas emoções despertadas da janelas do carro.&lt;br /&gt;Olhando para o tempo, para o campo, ansioso pelo mar, ansioso para estar mergulhando nas ondas, “emoldurava tudo”.&lt;br /&gt;Construí estas caixas tentando condicionar minhas memórias mais importantes, transportadas dos armazéns da infância até os desejos de pular no mar e esquecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Armando Sobral&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW4_FVCnsI/AAAAAAAAAFw/1mxP0bxTiBY/s1600-h/sobral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104189146596024002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW4_FVCnsI/AAAAAAAAAFw/1mxP0bxTiBY/s320/sobral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Suave, as estampas do Armando Sobral dobram-se com o calor na exposição. A dobradura do papel na margem sugere uma oferenda. As mudanças climáticas são sutis. O desejo primitivo na mudança lenta das coisas possibilita a tentativa de encontrar uma raiz; um barco.&lt;br /&gt;Talvez o Guajará, talvez o rio sem nome que lhe faz companhia nos sonhos de garoto em Belém permaneçam sem reflexos, aprisionados na cinematografia dos fatos e das cores quentes no papel.&lt;br /&gt;O céu do Armando não está espelhado no corpo da água e apresenta na escuridão das nuvens, os vestígios da “batalha dos anjos”.&lt;br /&gt;São “órgãos” que se movimentam no trovão. Massas construídas nas linhas de ponta seca que beiram o espetáculo na tempestade.&lt;br /&gt;A faixa não maculada, que percorre a superfície como uma margem, uni os elementos entre o céu e o rio, iluminado por uma luz holandesa que enegrecida, adquire ares de uma tempestade tropical dissolvida entre as casas de palafita; linhas esquadrinhadas que logo se fragmentam e se transformam em nuvens, que levam a alma dos pescadores ribeirinhos, a alma de um povo invisível mergulhado nas fibras do papel para uma cidade fantasma, do outro lado da margem.&lt;br /&gt;Todas as gravuras percorrem na película de cinema, a fuga de uma criança montada em um peixe boi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fabrício Lopez&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW5jVVCntI/AAAAAAAAAF4/Y3yHJRx9njI/s1600-h/fabricio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104189769366281938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW5jVVCntI/AAAAAAAAAF4/Y3yHJRx9njI/s320/fabricio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Das tempestades do rio passamos para o mar, para o canal do porto de Santos, para os reflexos de samambaias vermelhas que crescem nos muros de concretos antigos, em instalações que vão ser derrubadas. É um processo.&lt;br /&gt;As águas turvas mostram amarelos, verdes e vermelhos, misturados como elementos que caem independentes na água e que bóiam; uma cabeça preta de madeiras, batentes, penas, os reflexos intensos de um cemitério, a sombra laranja dos arcos de um portão digno, arrancado para dar lugar a portas de alumínio tímidas.&lt;br /&gt;Na muralha de atracação em frente ao cais estão as águas do canal como tábuas negras que recebem reflexos do sol. A luz age como as goivas.&lt;br /&gt;Agem mordendo o tablado, arruinando pedaços que caem e ficam de passagem, criando sons nas pedras; raspagens, toques de peixes, histórias distribuídas entre moluscos.&lt;br /&gt;Os grãos para os pombos secam.&lt;br /&gt;As massas de sal e de açúcar são despejadas nos navios em sacos rasgados.&lt;br /&gt;No caminho, estão os estivadores.&lt;br /&gt;O suor do corpo; o brilho de diamantes.&lt;br /&gt;Nas histórias contadas nos galpões que estocam o café, o relato de um cão esquartejado para o almoço em um boteco chinês faz sucesso.&lt;br /&gt;Nas ruas do Valongo, um cão levanta a cabeça e abana o rabo feliz.&lt;br /&gt;O cão não possui um dos olhos e deita.&lt;br /&gt;A xilogravura do Fabrício é isso; corte, membrana, lesões no tempo, presença.&lt;br /&gt;São imagens esquartejadas que representam pedaços de sua vida recente trabalhando no porto de Santos, sobre corpos imensos de madeira; carne pura, guelras que ainda respiram encostadas nas paredes de seu ateliê.&lt;br /&gt;Possuem a visão fantasmagórica de reunir elementos sonoros orgânicos.&lt;br /&gt;Urros humanos cansados pelo trabalho.&lt;br /&gt;A faina diária dos guindastes que transportam - galopam o ar com o peso das mercadorias.&lt;br /&gt;O esforço em carregar e levantar matrizes é evidente. De abrir uma vela (o papel), de sustentar o peso por cabos (os braços bombeados de sangue) pressionando as fibras do Japão, imprimindo tudo com a colher de pau e no vácuo, ouve-se um apito. Na impressão, o papel resiste. É a sua travessia a nado pelo canal, fugindo de um navio.&lt;br /&gt;Percebemos a gravura colada na parede da galeria como uma orgia de cores sonhadas no estuário, misturando-se.&lt;br /&gt;O homem bonito espera.&lt;br /&gt;O delírio de um pássaro rasga o horizonte. Uma cabeça observa. O sangue escorre vermelho, geométrico e mancha sensivelmente a brancura da água, a brancura do papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa cabeça é uma alegoria de narciso, porém é feia, robusta e colonial, espelhada no piche. Os olhos fechados entendem que estão separadas do corpo.&lt;br /&gt;Os arcos duplos em cima da gravura são como portões abertos de um hotel onde almas passam entre as paredes dos quartos e assustam os pássaros repousados no alpendre. Comem os ovos deixados no ninho.&lt;br /&gt;Os verdes das paredes, os verdes das águas, querem se transformar em algas brancas.&lt;br /&gt;Tudo flutua. Tudo é passagem na margem; transposição de valores e pesos despedaçados, moídos, memorizados através da estampa.&lt;br /&gt;Paramos diante da obra. Os olhos passeiam nos portões do teto onde os corpos refletidos se apresentam no horizonte do gravador, na planície litorânea onde a matriz foi deitada para ser impressa com a colher de pau. Permanecem erguidos, ao longo de um processo lento parecido com o levante de um sino que estava na terra e que foi, pela força, alçado até a torre de uma igreja.&lt;br /&gt;No alto, badalando, ouve-se na imagem as conquistas dos instrumentos.&lt;br /&gt;As madeiras arrastadas e levantadas são como corações fundidos em bronzes, espelhados nos guindastes do Porto e nas águas do canal, muito estranhas, misteriosas, mundiais, onde Luis Buñuel gostaria de ter projetado o filme “Um Cão Andaluz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ernesto Bonato&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW501VCnuI/AAAAAAAAAGA/VQpO0pa5tSA/s1600-h/bonato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104190070013992674" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW501VCnuI/AAAAAAAAAGA/VQpO0pa5tSA/s400/bonato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O mar escuro, o rio aquecido, a vidência - imanência dos elementos vistos, atirados em uma poça de água; as gravuras do Ernesto Bonato são como cartas visuais destinadas aos andarilhos, aos livres, aos leves, que caminham costeando a orla; indagando uma origem.&lt;br /&gt;Respiram os poros das patas dos insetos nas pedras; os dedos do gravador nas plantas. São passagens escritas, ensaios, peças únicas pontilhadas pelas sombras dos jardins de um mosteiro ou de um castelo.&lt;br /&gt;Porém nas choupanas dos pescadores em João Pessoa, a sua visita conflagrou o desenho de um barco.&lt;br /&gt;Nas oficinas de marceneiros onde Cristo aprendeu o ofício de medir com precisão, a largura de uma tábua de cedro do Líbano; ele fez uma porta. Bloqueou no abismo a angústia e descobriu a estrada por onde os demônios se dirigem para a luz. Para isso, utilizou um compasso.&lt;br /&gt;Suas estruturas foram germinas em terreno fértil; entre a sombra das nuvens e os flancos dos penhascos.&lt;br /&gt;Este gravador quer se aquecer na luz, iluminando as pedras com sua presença, recolhendo a poeira das flores para joga-las enfim, nas armas.&lt;br /&gt;Coisas que partilham de uma transformação profunda recebem sua atenção; uma mutação, uma migração de valores terrenos e espirituais, uma graça recebida, pó, sal, nanquim, desenhos, orifícios, conchas, ossos, pigmentos, linhas, números matemáticos e um sorriso se estampa no arco da medida adotada.&lt;br /&gt;Sua flâmula balança rasgada sobre as aberturas minúsculas do tempo. Aqui não se trata de miopia. Existe na seqüência de gravuras apresentadas o olho de um louva-deus, a postura, o mimetismo de um inseto que emerge das cores escuras de um arbusto e que caminha, pelo seu braço sem ao menos você perceber.&lt;br /&gt;Somos tomados pelo o que o artista viu e intuiu no Brasil, no Canadá e na Europa. A ponte conhecida entre o velho e o novo mundo, entre o desenvolvimento e o subdesenvolvimento, entre as igrejas do século 18 e a disposição simples, limpa e organizada do seu ateliê, com plena tendência para estar, no trabalho, em suspensão. Um espírito complexo.&lt;br /&gt;O corpo em equilíbrio migra para as formas deitadas na madeira. Suas imagens em xilogravura emergem das águas e das lendas, das esculturas e dos enigmas religiosos nas naves das igrejas.&lt;br /&gt;Emergem de estados físicos de tensão, de mistério no que existe de mais primitivo e inteligente.&lt;br /&gt;Emergem, no entanto, sem violência.&lt;br /&gt;São tão silenciosas e acolhedoras como um besouro buscando o alimento no alto da copa de alguma árvore na beira do mar, na beira de um rio, bebendo nas folhas gotas frescas de orvalho.&lt;br /&gt;Teria o artista demonstrado interesse nos panos que cobrem o altar das igrejas dos pobres, no início do século 15?&lt;br /&gt;Toda a beleza se insere a partir da xilogravura desta mão sem instrumentos, sem armas, nenhum corte aparente nos poros, nas sombras, nos cinzas, uma imersão profunda nos negros da gravura, sem outra cor e sem outro poço como refúgio. Um gesto de paz.&lt;br /&gt;Ela acaricia sem se mover. Está sobre a água. Está sobre o peito. Um batismo.&lt;br /&gt;Debruçados, investigamos um auto-retrato onde as nuvens povoam os pensamentos, construindo formas na concha, presenteando as cicatrizes de um fóssil com nanquim.&lt;br /&gt;As gravuras do Ernesto Bonato são portais que fazem os homens passarem, pela cabeça de um alfinete.&lt;br /&gt;Ulysses Bôscolo de Paula, 26 de agosto de 2007. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-2168443600661658371?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/2168443600661658371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=2168443600661658371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2168443600661658371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2168443600661658371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/08/portal-quatro-gravadores-na-gravura.html' title='Na Beira'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtW4tVVCnrI/AAAAAAAAAFo/tfsYgPPJ8gE/s72-c/boscolo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-6595253256591018245</id><published>2007-08-19T20:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:16.803-02:00</updated><title type='text'>ut pictura diversitas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtDGKFVCnpI/AAAAAAAAAFY/uJa8spWSdTE/s1600-h/ut+pictura+aguilar.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RtDGKFVCnpI/AAAAAAAAAFY/uJa8spWSdTE/s320/ut+pictura+aguilar.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5102796254342192786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pintura Contemporânea ou ut pictura diversitas&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“... o caminho dos pintores, reto e curvo”.&lt;br /&gt;Heráclito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A fé é o instinto da acção”.&lt;br /&gt;Fernando Pessoa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...“ut pictura poesis”...&lt;br /&gt;Horácio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte não é nem aquilo que se consagrou nem aqueles que estão por se consagrar. Pelo simples motivo de que quando não se consagra aquele que anda do presente para o futuro, o sentido do passado deixa de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mostra ut pictura diversitas caracteriza-se pelo desejo de reunir artistas que fazem pintura, cada qual com a matéria específica do conhecimento desta linguagem e suas respectivas variações. O encontro destes 20 artistas não trata de uma visão linear e definida pela separação de movimentos, ao contrário, é uma proposta de aproximação dos interesses de um grupo de artistas que entre gerações distintas manifesta-se através da pintura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chances de ampliação e concretização desse diálogo extrapolam o horizonte da visualidade e ampliam-se através do papel que este espaço – a Galeria Marta Traba - pode exercer, possibilitando a reflexão que faremos sobre realizar uma Bienal de Pintura Latino-americana. Esta liberdade se deve, sem dúvida, ao papel de abertura do Memorial da América Latina e o que ele representa como legado de integração na figura de seu presidente atual, Fernando Leça, que tem se disposto a nos dar espaço e motivação para agir. Divido a missão com quem tiver interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Problemas e soluções são uma lei de compensação. E o conflito de gerações, linguagens e interesses, passa também pelos dogmas recentes como da ruptura, happening, anti-formalismo, predominância do conceitual, aparecimento da arte-tecnologia e arte-assistencialismo. Artistas vivem separados por menos de uma década de atuação, entre diferentes e possíveis caminhos da arte contemporânea. Não fosse isso, talvez, a “metáfora da morte da pintura” poderia nos ter enriquecido muito mais quando ocorreu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto é um exemplo do que temos à buscar: a superação das compartimentações. O mesmo vale para a crítica, os critérios culturais e curatoriais, o gerenciamento das instituições e critérios por meio dos quais se constrói algumas coleções de arte.&lt;br /&gt;Este conjunto de relações fragmentadas representa um antagonismo quase inaceitável mediante a realidade que tende ao deslocamento global - que impõe a rápida assimilação das linguagens visuais - e ao surgimento perene das novidades em todos os campos da vida em seus aspectos locais. Mas no meio disso tudo existe o desafio de vencer o conservadorismo das forças que não estejam abertas ao livre trânsito de artistas mais novos entre aqueles que já atuam há mais tempo dentro chamado estabilishiment das artes.&lt;br /&gt;A fragmentação é compreensível se formulamos a visão de que realmente não houve o diálogo devido entre gerações brasileiras nos últimos trinta anos, mas, não é aceitável do ponto de vista da articulação real do meio artístico e sua representatividade no meio cultural. Acaba-se que, por estas circunstâncias, passam a existir gerações como guetos e não mais como grupos interseccionados pela natureza de uma sucessão biopsicosocial que é esperada dentro de qualquer processo de civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ideal seria que pudéssemos compensar a distância conceitual nas relações com a aproximação das diferenças que perfazem a visualidade contemporânea.&lt;br /&gt;Há uma necessidade premente de integração interna e externa do Brasil e de artistas brasileiros. E parece que quase todos os nossos países vizinhos conseguem projetar para o mundo, mais do que nós, seus interesses e ações geradas pelo conhecimento das artes. Aceitar isso, a idéia de que precisamos ir além do ostracismo disfarçado de globalidade que vivemos atualmente é caminhar de fato para a funcionalidade da arte brasileira, dentro e fora do Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6595253256591018245?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6595253256591018245/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6595253256591018245' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6595253256591018245'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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href="http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/todos-os-nomes-em-diminutivo.html"&gt;geometria do chaos: todos os nomes no diminutivo&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-5351830610589228762?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.lastfm.pt/music/John+Cage' title='In a Landscape'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/5351830610589228762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=5351830610589228762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5351830610589228762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6748357308226857532?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/todos-os-nomes-em-diminutivo.html' title='geometria do chaos: todos os nomes no diminutivo'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6748357308226857532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6748357308226857532' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6748357308226857532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6748357308226857532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/07/geometria-do-chaos-todos-os-nomes-no.html' title='geometria do chaos: todos os nomes no diminutivo'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-6759665915066510818</id><published>2007-07-04T15:31:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:17.252-02:00</updated><title type='text'>Começou a circular o expresso 2222</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RovpMJUSbNI/AAAAAAAAAFQ/UnsirTXIn_Y/s1600-h/Aero+2222.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083412999286451410" style="CURSOR: hand" height="284" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RovpMJUSbNI/AAAAAAAAAFQ/UnsirTXIn_Y/s320/Aero+2222.JPG" width="215" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RovpBJUSbMI/AAAAAAAAAFI/JDfblBqNzW8/s1600-h/Walking+pessoa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5083412810307890370" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RovpBJUSbMI/AAAAAAAAAFI/JDfblBqNzW8/s400/Walking+pessoa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;"A fé é o instinto da ação"&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Pessoa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6759665915066510818?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6759665915066510818/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6759665915066510818' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6759665915066510818'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6759665915066510818'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/07/coeou-circular-o-expresso-2222.html' title='Começou a circular o expresso 2222'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RovpMJUSbNI/AAAAAAAAAFQ/UnsirTXIn_Y/s72-c/Aero+2222.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-5146279255145191550</id><published>2007-06-29T23:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-29T23:45:36.072-03:00</updated><title type='text'>Memórias Sentimentais de um editor de Passos</title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-5146279255145191550?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://youtube.com/watch?v=cGsi_xgjrg0' title='Memórias Sentimentais de um editor de Passos'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/5146279255145191550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=5146279255145191550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5146279255145191550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5146279255145191550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/memrias-sentimentais-de-um-editor-de.html' title='Memórias Sentimentais de um editor de Passos'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-4571798721484348653</id><published>2007-06-27T18:36:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T18:36:47.214-03:00</updated><title type='text'>Lia de Itamaracá</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.fig.com.br/altares/imagensg/20060730110142FotoMicheleSouza-Imago-EncerramentoPalcoPopular-LiadeItamaraca.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-4571798721484348653?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.fig.com.br/altares/imagensg/20060730110142FotoMicheleSouza-Imago-EncerramentoPalcoPopular-LiadeItamaraca.jpg' title='Lia de Itamaracá'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/4571798721484348653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=4571798721484348653' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/4571798721484348653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/4571798721484348653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/lia-de-itamarac.html' title='Lia de Itamaracá'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-6173857069128152290</id><published>2007-06-27T16:32:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T16:37:03.533-03:00</updated><title type='text'>Breviário pós-moderno</title><content type='html'>Breviário pós-moderno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olinda é o lugar de onde se vê Recife&lt;br /&gt;Recife moderna como o sal incrustado em suas pedras&lt;br /&gt;Olinda como mar que sopra o ar sobre as ladeiras&lt;br /&gt;Os pés apoiados nos paralelepípedos avistam banheiros suspensos&lt;br /&gt;De cerâmica, de tortura autofágica&lt;br /&gt;Olinda verte o cheiro de limbo, perfeito para emocionar&lt;br /&gt;O monóxido de carbono de arrecifes internamente&lt;br /&gt;Banhados pelo medo de tubarões&lt;br /&gt;Mas eles não estão na água&lt;br /&gt;E voam as águias sobre telhados imensos, algum tempo a mais&lt;br /&gt;O silêncio é surdo&lt;br /&gt;O mar é azul&lt;br /&gt;O porto onde atracavam caravelas é digital&lt;br /&gt;Feito antes alguma coisa soa as mãos que derrubaram almas feito machados&lt;br /&gt;Caules assombrosos e aglomerados de gente&lt;br /&gt;O ouro e o espelho somaram-se nessa paisagem&lt;br /&gt;E pisa-se no passado olhando o futuro&lt;br /&gt;Sei bem, mas é estranho olhar um futuro erigido por engenhos&lt;br /&gt;Quanto é surpreendente pisar no alfarrábio arquitetônico e sentir bem dentro a modernidade.&lt;br /&gt;Calam-se ao curvar do verde feito com preto e amarelo das plantas&lt;br /&gt;A alfaia envergada pelo software&lt;br /&gt;E os telefones apagados&lt;br /&gt;E o escritor ilhado em Candeias...&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;Tudo é estranho: esta modernidade que avisto daqui é estranha, é falsa&lt;br /&gt;É ouro de tolo&lt;br /&gt;Porque a cabeça de quem está aqui, ereto e ereta sobre este chão velho e oxidado por tantas urinas de Olinda e alheias a ela&lt;br /&gt;Sente-se mais ardente do que o sal, mais ardente que a mordida dos tubarões, o cheiro: obem que vai o bem que volta...&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;,&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Preste atenção, um cheiro que faz suspeita de que eles de lá contemplam a ilha...&lt;br /&gt;A ilha digital é velha, arcaica, ergueu espelhos com a força arraigada de desmantelos canaviais e seu limite geográfico,&lt;br /&gt;Aqui a elegante senhora menina, Olinda, nada quis ser, mas é a pequena ilha de onde se pode pressentir a imensa história e o imenso mundo,&lt;br /&gt;As galáxias se quizer, alguém seja você, ele ou ela&lt;br /&gt;Algo que nem a pobreza menos assustadora aqui do que lá corrói&lt;br /&gt;E nem se pode correr nas ruas estreitas que não dão saída&lt;br /&gt;Aqui se sabe andar lento pensando rápido&lt;br /&gt;Como se vai lá ao passo de rápidos espelhos e pensando-andando lento por dentro, lento como os animais do engenho por mais rápido que fossem e eram bois e não tratores e hoje são corpos pesados  e não tão ágeis como a magreza de um sertanejo&lt;br /&gt;E eram escravos, homens menos do que animais tratados&lt;br /&gt;Não.&lt;br /&gt;A pobreza respeita Olinda, os pobres a respeitam&lt;br /&gt;E a pobreza rege Recife por tanto ela é mais lá do que aqui... nestas pedras há séculos encaixadas&lt;br /&gt;Lá a pobreza comanda mas ela não é essa residual dos engenhos socados e moídos feito bagaços nas periferias&lt;br /&gt;Lá ela está nas mentes mais brilhantes, ou melhor, espelhadas&lt;br /&gt;Aqui se pode ver bem...&lt;br /&gt;Que as cidades espelhadas comunicam-se com outros espelhos, como satélites&lt;br /&gt;E para que saber o que existe dentro destes espelhos multi-lado?&lt;br /&gt;Nada, para que saber o que há dentro?&lt;br /&gt;Espelha-se daqui e de lá a ser alguma coisa que se pareça mais e mais&lt;br /&gt;Com os maiores espelhos do mundo (ler delirando)&lt;br /&gt;Sou aquele e aquela que está no espelho...&lt;br /&gt;Mas Olinda não...&lt;br /&gt;Olho Recife daqui e não me sinto o espelho...&lt;br /&gt;E olho Olinda do jardim do escritor ilhado em Candeias e não vejo que lá é espelho de aqui...&lt;br /&gt;Meu deus!!!&lt;br /&gt;Há um espelho partido nos céus, entre Olinda e Recife, há um espelho partido&lt;br /&gt;Ou uma misteriosa ligação sem espelhos&lt;br /&gt;Olinda não parece mais a velha senhora... Parece velho o que vejo do lado de lá...&lt;br /&gt;Uma casaca falsamente nova completamente plena da velha mentalidade de antes&lt;br /&gt;Mas aqui, neste chão o tom da novidade flutua&lt;br /&gt;E a liberdade de continuar também...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saulo di Tarso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Maurício, Guita, Humberto, Zé Cláudio, Inaldo, Mário, o cada dia mais chorão Chico Buarque e Catarina. Para Luciano Garcez, para Carina Arantes, Mônica Lapa, Macedônia. Para os cegos e aos vivos já que antes dedico aos meus amigos. Para meu pai Sobreira de Araújo que veio soprado e me fez soprado a este pedaço do mundo. Susete e nosso filho (a). Ao silêncio, à meditação. Para ninguém. Para Paranapiacaba e Maria Bonita. Para os corruptos e os poetas corruptos ou não. Para Hélio Soares, para Luiza rainha do Carnaval. Para Turini, para trenó. Para Flávia Salgado, Daniela Labra, Margarida Knobe...  Maetê Proença vulgo “Madame resiliência”. E. Morin que “a vida vem por aí”. Para Susana antes de tudo Salles, a mulher que deu à Koellreutter a sorte de cair no Brasil. Piazzolla e Catalina Lopes. Ilo. Tchau... para Mônica... para quem quizer... dedique você daqui por diante e se não quizer, replique ou esqueça... e para Malú e sua última tragada e dois Betos... de onde parti... Clara... câmera clara, câmera escura. K-boco... cantéis amicci e assim sucessivamente...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6173857069128152290?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6173857069128152290/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6173857069128152290' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6173857069128152290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6173857069128152290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/brevirio-ps-moderno.html' title='Breviário pós-moderno'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-5835972522068498740</id><published>2007-06-27T16:27:00.000-03:00</published><updated>2007-06-27T16:30:11.935-03:00</updated><title type='text'>Leptop agrestino</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A casa de Lampião&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inteligência torna-se insuportável&lt;br /&gt;Nas mãos de um homem rude&lt;br /&gt;Que empunha a espingarda&lt;br /&gt;E olha negro para o todo&lt;br /&gt;A liberdade nasce possível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sertão tudo o que parece não é.&lt;br /&gt;Ser é enigma&lt;br /&gt;Janelas azuis são sinais da passagem&lt;br /&gt;O rastro do cangaço&lt;br /&gt;A fé na história das almas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um galho torcido apóia-se a mesa&lt;br /&gt;Deixado duas vezes cinqüenta anos atrás&lt;br /&gt;Uma vez por mãos que partiam&lt;br /&gt;E outras imediatamente atentas&lt;br /&gt;Ao sentido da morte do anfitrião&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Velho, suas sementes foram deixadas&lt;br /&gt;Nos paus do telhado como um pêndulo mágico&lt;br /&gt;Maxixe e feijão, hélices para os cantos da mente&lt;br /&gt;E marimbondos zuniam quando puseram em minhas mãos a carabina&lt;br /&gt;E a saliva fez-se pluma em minha boca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o silêncio tornou-me a inteligência insuportável&lt;br /&gt;Feito que a cela onde cavalgava Lampião com sua espingarda&lt;br /&gt;Lá estava na parede escura, poeira e cheiro de bala&lt;br /&gt;Lapadas do Agreste, espinhos&lt;br /&gt;Caldeiras da alma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O telhado, o fogão a lenha&lt;br /&gt;As telhas baixas com cheiro do tempo&lt;br /&gt;A lamparina, a parede amarela&lt;br /&gt;A litografia de São Francisco das Chagas&lt;br /&gt;Memento do velho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a justiça empunhada ali&lt;br /&gt;No metamomento&lt;br /&gt;Trazendo amores, memórias&lt;br /&gt;Cheiro de sexo pisado forte no chão&lt;br /&gt;Poeira, tantos ferros e paus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alma crua e inteligência que não servia&lt;br /&gt;De nada quando olhei pela ultima fresta&lt;br /&gt;E comecei diante das pedras&lt;br /&gt;A ouvir o estranho e misterioso&lt;br /&gt;Zunido das balas disparadas na era do cangaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A espingarda em minha mão&lt;br /&gt;Querendo subir para disparar&lt;br /&gt;Pausou-se como o gelo da Sibéria&lt;br /&gt;E ao invés de fúria cuspida&lt;br /&gt;Meu coração quietou-se em paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para sentir a fúria com que deus ressuscita o tempo&lt;br /&gt;Na alma dos homens&lt;br /&gt;Ouvi passos de cangaceiros e cangaceiras&lt;br /&gt;Dados a galope naquele chão&lt;br /&gt;Vi suas calças e sandálias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os óculos do compadre&lt;br /&gt;E senti o cheiro de Maria Bonita&lt;br /&gt;E olhei para o lado, no cômodo trespassado do medo&lt;br /&gt;Vi a escuridão e a morte&lt;br /&gt;Sendo praticada ali em legítima defesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a cela-fulcro&lt;br /&gt;De todo sentimento&lt;br /&gt;Paralisava-me, seco enquanto charque&lt;br /&gt;Cacto e flutuante como os espinhos misteriosos do serrado&lt;br /&gt;Eu sorri sem que houvesse em mim nenhum traço de sorriso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E qualquer areia na sola de meus pés&lt;br /&gt;Fez imensa quanto a vasta sorte de pedras&lt;br /&gt;O sol já se punha belo como é todos os dias&lt;br /&gt;O poente do sertão&lt;br /&gt;E até agora as vozes estão comigo,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exaltando o fim do medo&lt;br /&gt;e o fracasso da inteligência que corta as pedras que outro dia preservavam vidas&lt;br /&gt;todas, observadas dali,&lt;br /&gt;daquelas misteriosas janelas&lt;br /&gt;que cravadas naquela paredes&lt;br /&gt;são as almas do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa é o maior templo&lt;br /&gt;Mais sombrio e mais claro&lt;br /&gt;Mais silencioso e menos calado&lt;br /&gt;Despertador do espírito, fazedora dos corpos&lt;br /&gt;E tudo mais ali é São Paulo e aqui, esta pequena casa&lt;br /&gt;Um Louvre do Agreste&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ode&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais que eu ande&lt;br /&gt;As ruas são sempre duras&lt;br /&gt;As pedras não caem do céu&lt;br /&gt;E nenhuma verdade apeia dos cavalos do tempo&lt;br /&gt;Sobre o mar infinito&lt;br /&gt;Afinal o eqüino cavalga sobre as montanhas&lt;br /&gt;E o tempo não é veloz feito nenhum dos animais&lt;br /&gt;E nenhum dos animais é veloz&lt;br /&gt;Tanto quanto o tempo é capaz de ser infinito&lt;br /&gt;E por mais que as ruas sejam de pedras&lt;br /&gt;Nenhum asfalto substitui as primaveras&lt;br /&gt;E o vento debaixo da asa dos pássaros&lt;br /&gt;Apóia-os como as colunas o templo&lt;br /&gt;E a certeza da morte a alma dos homens&lt;br /&gt;E a vida arvora as crianças a soprarem seus apitos de brinquedo&lt;br /&gt;E nenhum juiz apita o jogo sem os apitos&lt;br /&gt;E nenhum jogo vence a necessidade de jogar&lt;br /&gt;E a música não vence o canto&lt;br /&gt;E o canto não vence o ar que respiras&lt;br /&gt;E entre tu e céu nem aquele nem aquela&lt;br /&gt;Que desejas é maior que o desejo eterno do desejo&lt;br /&gt;Pois tudo se alimenta de tudo&lt;br /&gt;E tudo do tudo&lt;br /&gt;E o algodão da terra e a terra do tear&lt;br /&gt;E o tear das mãos e as mãos:&lt;br /&gt;De que se alimentam as mãos se o oceano se vive do sal?&lt;br /&gt;O sertão se espelha na lua e a árvore no espinho&lt;br /&gt;E eu da solidão que cercada de tu e de tus&lt;br /&gt;Eu de mim e nenhum&lt;br /&gt;Te espero entre muitos e tantas musas&lt;br /&gt;Das quais me deitei&lt;br /&gt;Recebi o afago das coxas&lt;br /&gt;E mesmo assim nem a chuva me molhou tanto quanto a lágrima&lt;br /&gt;Que minha mãe derramou quando nasci&lt;br /&gt;E o pai quando deixou nossa casa&lt;br /&gt;E todos os que deixaram para trás o canto dos sinos&lt;br /&gt;E os amores que foram&lt;br /&gt;E qual vira?&lt;br /&gt;Quem entre os homens não espera o amor?&lt;br /&gt;Mas andar,&lt;br /&gt;Andar seja sobre as plumas ou paralelepípedos&lt;br /&gt;Andar é infinito&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-5835972522068498740?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/5835972522068498740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=5835972522068498740' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5835972522068498740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5835972522068498740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/leptop-agrestino.html' title='Leptop agrestino'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-8112750443030816882</id><published>2007-06-27T16:15:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:17.752-02:00</updated><title type='text'>a faca e o côco</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;Homenagem ao mestre Dédo &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLdq5USbKI/AAAAAAAAAE4/3qzqjJ03z24/s1600-h/Amaro+Branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080867058637499554" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLdq5USbKI/AAAAAAAAAE4/3qzqjJ03z24/s400/Amaro+Branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLdP5USbJI/AAAAAAAAAEw/dSgHacKSLgQ/s1600-h/Amaro+Branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080866594781031570" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLdP5USbJI/AAAAAAAAAEw/dSgHacKSLgQ/s400/Amaro+Branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;                                             &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLd85USbLI/AAAAAAAAAFA/2sa6M-QBedw/s1600-h/Amaro+Branco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5080867367875144882" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLd85USbLI/AAAAAAAAAFA/2sa6M-QBedw/s400/Amaro+Branco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O côco do amaro branco e a morte do mestre Dédo&lt;br /&gt;&lt;em&gt;(canto meio falado progredindo para o canto)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ilha de Itamaracá&lt;br /&gt;Avistei de noite&lt;br /&gt;Sem nem vê o sol chega&lt;br /&gt;Nem se pô sim sinhô&lt;br /&gt;Conheci a Ilha de noite&lt;br /&gt;No côco do amaro branco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Louvei o meu mestre&lt;br /&gt;Mestre de tudo e de mim&lt;br /&gt;Mestre do couro&lt;br /&gt;Da alfaia&lt;br /&gt;Do passo elegante&lt;br /&gt;Mestre maroto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(agora, com muita alegria)&lt;br /&gt;Alfaia&lt;br /&gt;Luz do dia voz da noite&lt;br /&gt;Magro e pequeno&lt;br /&gt;Mestre faca, mestre vento&lt;br /&gt;Anônimo do pleito tecnológico&lt;br /&gt;Camisa branca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz de deus&lt;br /&gt;Homem de peito&lt;br /&gt;E canto embalava a brincadeira&lt;br /&gt;Lição de paz&lt;br /&gt;Face morena&lt;br /&gt;Vem brincá, foi brincá com deus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu o dia de Olinda&lt;br /&gt;Deixou Itamaracá&lt;br /&gt;Dançou a ciranda da Lia&lt;br /&gt;Andou a passear&lt;br /&gt;O bailarino do côco&lt;br /&gt;Foi apartar casal em briga,&lt;br /&gt;trabalhar em nome da paz&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem o viu cantar&lt;br /&gt;Quem o viu tocar o tambor&lt;br /&gt;Lembrou da flor masculina&lt;br /&gt;Sentiu o cheiro excitante do mar&lt;br /&gt;(silêncio e palma bem forte)&lt;br /&gt;ái cachaça, ái mulher&lt;br /&gt;ái marido, sai encrenca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a lamina levou o mestre&lt;br /&gt;Deixando saudade&lt;br /&gt;E vontade de mudar o Brasil&lt;br /&gt;Eeiei Brasil porque matar&lt;br /&gt;Um mestre tão franco&lt;br /&gt;Um estandarte da da paz&lt;br /&gt;O mestre do povo do amaro branco&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mestre ressuscitar&lt;br /&gt;Vai agora cantar o côco&lt;br /&gt;Na ciranda vai a deus e vai voltar&lt;br /&gt;Pele negra pele branca&lt;br /&gt;O que vale mais é encantar&lt;br /&gt;Ele vai ao céu e volta&lt;br /&gt;E canta Olinda e Itamaracá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre veio, mestre vai&lt;br /&gt;Vou rezar meu canto&lt;br /&gt;Vou sambar eu danço&lt;br /&gt;Vem morena vai morena&lt;br /&gt;Não sou teu e não é minha&lt;br /&gt;E amor não é de briga&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E meu canto é de paz&lt;br /&gt;E o mundo sem a guerra&lt;br /&gt;E a faca corta o couro&lt;br /&gt;E faz alfaia a cantar até o fim&lt;br /&gt;Vem atabaque, vem Oxalá&lt;br /&gt;Rodá de saia e marinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roda, brincá&lt;br /&gt;Samba comigo em teu nome&lt;br /&gt;E todo mundo diz o nome&lt;br /&gt;Pras estrelas e pro sol&lt;br /&gt;Vai a lua vai vento&lt;br /&gt;Céu e terra&lt;br /&gt;Mestre ... vai e vem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem de lá trás alegria&lt;br /&gt;Vai de cá leva tristeza&lt;br /&gt;Deixa linda Olinda&lt;br /&gt;Itamaracá de maré cheia&lt;br /&gt;Coração de moça alegre&lt;br /&gt;Alegre marinheiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samba no pé&lt;br /&gt;Samba no divino&lt;br /&gt;No divino na ciranda&lt;br /&gt;Põe o couro na rabeca&lt;br /&gt;A rabeca no pandeiro&lt;br /&gt;E esse meu Brasil em paz&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-8112750443030816882?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/8112750443030816882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=8112750443030816882' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8112750443030816882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8112750443030816882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/faca-e-o-cco.html' title='a faca e o côco'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RoLdq5USbKI/AAAAAAAAAE4/3qzqjJ03z24/s72-c/Amaro+Branco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-6272975747873411762</id><published>2007-06-11T04:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:18.810-02:00</updated><title type='text'>Arabic gum</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz28EpfCsI/AAAAAAAAAEY/ioRGXYrbmu4/s1600-h/barabic+helio.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074702392040032962" style="CURSOR: hand" height="200" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz28EpfCsI/AAAAAAAAAEY/ioRGXYrbmu4/s200/barabic+helio.JPG" width="157" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz2i0pfCqI/AAAAAAAAAEI/BiVEriOFDiY/s1600-h/barabi+tiao.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074701958248336034" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz2i0pfCqI/AAAAAAAAAEI/BiVEriOFDiY/s200/barabi+tiao.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz20EpfCrI/AAAAAAAAAEQ/vwf03k6Ohak/s1600-h/barabic+giarfy.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074702254601079474" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz20EpfCrI/AAAAAAAAAEQ/vwf03k6Ohak/s200/barabic+giarfy.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz02UpfCmI/AAAAAAAAADo/wCjcsj0V4fg/s1600-h/barabic+gum+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074700094232529506" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz02UpfCmI/AAAAAAAAADo/wCjcsj0V4fg/s200/barabic+gum+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz1BUpfCnI/AAAAAAAAADw/LCNAogkcxhw/s1600-h/barabic+gum+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074700283211090546" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz1BUpfCnI/AAAAAAAAADw/LCNAogkcxhw/s200/barabic+gum+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz2V0pfCpI/AAAAAAAAAEA/840zXujUPeo/s1600-h/barabic+gum+3.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074701734910036626" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz2V0pfCpI/AAAAAAAAAEA/840zXujUPeo/s200/barabic+gum+3.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Arabic gum is an homage at tree masterprinters who make me the knowledgement of the arabic gum importance in lithography approach: My first print I make whit Sebastião Flores and after this I receive the attention of the great master Roberto Gyarfi in ABC cyties, in San Paulo and now I’m “walking in the lithography way” through Hélio Soares of the Guaianazes atelier in Recife town. Masters who the brazilian society not see in your genuine importance.&lt;br /&gt;This mans are transmitting the arts of the lithography by himself, generation by generation in Brazil, working against the several social difficulties to make, to teach and preserve the history and art of the lithography.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Saulo di Tarso born in Brazil in Santo André town, in 1974. Lives and works in São Paulo and Recife. Is a visual artist, drawer, engraver, performer. Pioneer of the geometry of chaos esthetics. Your research is about drawing development in the different eastern and western cultures, at the interface of the contemporary music and visual arts and similar aproachs in art-technology. Is visual arts consultant of the UNESCO Brazil in the stone sculpture means.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your activity with indepent curator as make in Galeria Olido, Galeria da UNICAMP, Memorial of Latin America and AfroBrasil Museum.&lt;br /&gt;Today is working in the creation of the “I International Trienal of the Engraving of San Paulo”. The first exibhition are programmate for 2008 year, making the occupation of various institutions, simultaneously.&lt;br /&gt;Actually is working in the “self-drawing” and “drawing to play and dance” and researching the microlithography approach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-6272975747873411762?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/6272975747873411762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=6272975747873411762' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6272975747873411762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/6272975747873411762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/arabic-gum.html' title='Arabic gum'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rmz28EpfCsI/AAAAAAAAAEY/ioRGXYrbmu4/s72-c/barabic+helio.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-512601041423797593</id><published>2007-06-11T00:51:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:23.132-02:00</updated><title type='text'>Geometria do Caos / Geometry of Chaos</title><content type='html'>litografias / contemporary litographs&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rm4mgUpfCuI/AAAAAAAAAEo/BuWx9xgPPpg/s1600-h/Lito+1999.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075036166833507042" style="" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rm4mgUpfCuI/AAAAAAAAAEo/BuWx9xgPPpg/s320/Lito+1999.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rm4mLUpfCtI/AAAAAAAAAEg/U0f9PK12jto/s1600-h/Lito+1999.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmzeyUpfClI/AAAAAAAAADg/-gJYbW-0uqU/s1600-h/wikimedia.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmzcqEpfCkI/AAAAAAAAADY/WYgla7Xo76A/s1600-h/b+Geometria+do+caos+2.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074673495500065346" style="" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmzcqEpfCkI/AAAAAAAAADY/WYgla7Xo76A/s320/b+Geometria+do+caos+2.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmzceUpfCjI/AAAAAAAAADQ/dF1HF16j1AQ/s1600-h/b+Geometria+do+caos.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5074673293636602418" style="width: 283px; height: 285px;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmzceUpfCjI/AAAAAAAAADQ/dF1HF16j1AQ/s320/b+Geometria+do+caos.JPG" border="0" height="284" width="282" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-512601041423797593?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/512601041423797593/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=512601041423797593' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/512601041423797593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/512601041423797593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/geometria-do-caos.html' title='Geometria do Caos / Geometry of Chaos'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/Rm4mgUpfCuI/AAAAAAAAAEo/BuWx9xgPPpg/s72-c/Lito+1999.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-8660628791443737442</id><published>2007-06-03T00:27:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:23.437-02:00</updated><title type='text'>Metálogos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O encontro de sérgio villafranca e mauro muszkat&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmI1lULWv5I/AAAAAAAAADA/iZe6-oCGItk/s1600-h/metÃ¡logo+1.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071675045560369042" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmI1lULWv5I/AAAAAAAAADA/iZe6-oCGItk/s400/met%C3%A1logo+1.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koellreutter é sem dúvida uma das presenças ausentes da música contemporânea brasileira. Seu trajeto tangenciou inúmeras outras personalidades e curiosamente existe um silêncio na meio musical após a sua morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos artistas tiveram a sua capacidade de gerar movimento, ensinar e criar como o músico naturalizado brasileiro que nós nunca deixamos de observar, mencionado como maestro alemão nas alusões que se faz a ele. Quem o cita assim não compreendeu que sua figura está muito além do caráter de um músico estrangeiro que veio para o Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar de décadas Koellreutter alcançou uma brasilidade que foi mais a fundo do que muitas das propostas do grupo de músicos nacionalistas pelos quais ele foi combatido durante toda a sua atividade com o grupo música viva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os historiadores perpetuam o erro dialético de uma das maiores mesquinharias deste embate cultural, simplesmente utilizando o selo de desmerecimento utilizado na época, quando o estrangeiro era tido como figura menor nas relações do cenário nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor de Tom Jobim, apátrida como se definia, foi responsável por inserir o Brasil em muito movimentos internacionais e ligar o Brasil e artistas brasileiros a países como a Alemanha, Índia, Japão, China, Argentina, Chile e muitos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Koellreutter era um espírito brasileiro, marcado por um temperamento de bom humor, disciplina de improviso e inovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E teve muitos discípulos. Os menos conhecidos são os de sua última fase de atuação. O compositor Mauro Muszkat é um deles. Ambivalente, Mauro possui uma disciplina fenomenal como compositor. Seu estilo é dotado das linguagens de tradição com uma naturalidade pouco comum no sentido de cognição musical das realidades diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas composições são acompanhadas do lúdico, da ciência, e principalmente da transformação da plástica pura e simples dos sons em corporificações sonoras de um caminho subjetivo e impregnado de sentimentos referentes ao caminho agudo e grave da mente humana tal como ela é compreendida hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém esta compreensão que aparece em sua música está longe do hermetismo da linguagem através da qual se apresenta a Neurociência em termos descritivos ou literários. Menciono aqui o ramo ao qual o músico se dedica na sua atividade como médico e pelo fato de que as duas coisas não se dissociam na sua personalidade criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta ambigüidade de Mauro Muszkat dá à música de sua criação uma nova e importante realidade de aproximação entre arte e ciência e torna inteligível uma proximidade polêmica e tratada na maioria das vezes como algo irrealisável nos inúmeros fóruns que se faz sobre o tema. No entanto se a busca desta aproximação persiste, pode-se dizer que a estética e o pensamento musical de Muszkat constituem hoje uma nova referência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua música é prova de que é possível sentir a ciência e projetar com precisão os sentimentos que envolvem a música. Tatvas é uma das suas composições surpreendentes nesse aspecto. Seu novo CD inclui vária s peças cujo contexto inicial de criação é a cabala. E outras músicas podem ser ouvidas através da criação deste compositor apontado por H. J. Koellreutter como um dos mais completos compositores de música clássica de sua geração: Or, Tzimtzum, Metálogo, Etz e Mercabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças encontram a interpretação singular do pianista Sérgio Villafranca, outro artista de muita proximidade ao universo da última fase de atuação de Koellreutter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A incidência da co-autoria de Sérgio sobre as peças de Mauro Muszkat resultam numa simbióse de profunda originalidade para a música atual e o trabalho da dupla resulta num exemplo direto de que a analogia entre compositor e intérprete não foi superada em termos de invenção musical. O intérprete participativo e criador é a mais complexa força de invenção da música clássica recente e será esta relação a que possibilitará conclusões irreversíveis para o alargamento da linguagem musical não importando se seus estilos utilizarão o campo digital ou tradicional acústico da construção musical.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-8660628791443737442?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/8660628791443737442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=8660628791443737442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8660628791443737442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8660628791443737442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/metlogos.html' title='Metálogos'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmI1lULWv5I/AAAAAAAAADA/iZe6-oCGItk/s72-c/met%C3%A1logo+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-506512751128569444</id><published>2007-06-02T23:05:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:23.633-02:00</updated><title type='text'>vieira da silva por nelson aguilar</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmIy0kLWv4I/AAAAAAAAAC4/wPdv09IgcKk/s1600-h/meta+vieira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071672009018490754" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmIy0kLWv4I/AAAAAAAAAC4/wPdv09IgcKk/s320/meta+vieira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do mesmo modo como foi difícil superar o Romantismo será complexa a superação do Modernismo nas artes. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A atmosfera de diversidade, o lirismo de uma natureza que confronta a urbanidade, o caratér de singularização das marcas pessoais e estilos, a busca pela ruptura dos limites conceituais e geográficos e, ao mesmo tempo, a clareza das linguagens produzidas por pintores, poetas e intelectuais da modernidade ainda nos alcançam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como em todas as épocas o holograma do passado se projeta no presente, faz-se o Modernismo a sombra da contemporaneidade e dificilmente irá se encontrar o prazer de digerir temporalmente as linguagens novas no tempo real de seu aparecimento. O passado é a escola do presente. Os modernos ainda possuem lições a serem dadas na cultura do pensamento e dos costumes de nosso tempo muito embora as gerações do presente tenham sofrido um corte referente a história de seu passado próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis uma das características epistemológicas da arte: arremessar o tempo intravenalmente ao tempo, do passado para o futuro. E nada na arte se move sem a intralinearidade das épocas e o que elas acrescentam ao corpo das artes. E esse corpo é meta-temporal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo o mais que transcende esta lógica é a razão do olhar que analisa a ancestralidade mas que não pode alcançá-la tão corporalmente quanto o passado se lança integralmente para o presente. Esta é a característica da energia incessante que chamamos de Tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí com esta impressão da mostra de Vieira da Silva que ocorre no MAM- Museu de Arte Moderna de São Paulo, e fiquei satisfeito com o reaparecimento de Nelson Aguilar, uma das figuras que deveriam estar mais atuantes na cena brasileira e paulistana para chacoalhar a mesmice visão curatorial atual atual.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-506512751128569444?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/506512751128569444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=506512751128569444' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/506512751128569444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/506512751128569444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/06/vieira-da-silva-por-nelson-aguilar.html' title='vieira da silva por nelson aguilar'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmIy0kLWv4I/AAAAAAAAAC4/wPdv09IgcKk/s72-c/meta+vieira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-2209499208964702558</id><published>2007-05-29T13:31:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:24.726-02:00</updated><title type='text'>todos os nomes no diminutivo</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlxVqkLWv3I/AAAAAAAAACw/8tZbWbFa6K8/s1600-h/a+saudade+corta+o+agreste.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070021470266507122" style="CURSOR: pointer" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlxVqkLWv3I/AAAAAAAAACw/8tZbWbFa6K8/s320/a+saudade+corta+o+agreste.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ouço john cage&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;penso&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;harmonia&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; e naqueles &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; conseguem &lt;?xml:namespace prefix = st2 /&gt;&lt;st2:hm st="on"&gt;traduzir&lt;/st2:hm&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;novos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sentimentos.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Não&lt;/st1:verbetes&gt; é o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;artista&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; os inventa necessariamente, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ele&lt;/st1:verbetes&gt; os percebe e traduz&lt;st2:hm st="on"&gt; a partir&lt;/st2:hm&gt; de uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;coletividade&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;valorosa&lt;/st1:verbetes&gt;, insinuada &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vapores&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;comportamento.&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;claro&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:dm st="on"&gt;arte&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;contemporânea&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;só&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;?xml:namespace prefix = st3 /&gt;&lt;st3:sinonimos st="on"&gt;conceitual&lt;/st3:sinonimos&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ela&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;profusa&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;múltipla&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;poderia&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;deixar&lt;/st2:hm&gt; de &lt;st2:hm st="on"&gt;ser&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nada&lt;/st1:verbetes&gt; no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; e nas nossas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;averiguações&lt;/st1:verbetes&gt; internas &lt;i&gt;puis de la naissance de la physichologie et de la humanité revue du pont de vue de la &lt;/i&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;psicanálise&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Isto&lt;/st1:verbetes&gt; é o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;terminante&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st2:dm st="on"&gt;Romantismo&lt;/st2:dm&gt; e daquela &lt;st1:verbetes st="on"&gt;visão&lt;/st1:verbetes&gt; de interioridade. A interioridade &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lida&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;agora&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;outra&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vejo os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pequenos&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;profundos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;meu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;filho&lt;/st1:verbetes&gt; e os leio &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eles&lt;/st1:verbetes&gt; lerão &lt;st1:verbetes st="on"&gt;outra&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; outras &lt;st1:verbetes st="on"&gt;afinidades&lt;/st1:verbetes&gt;. &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Ele&lt;/st1:verbetes&gt; ouve a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;música&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;comigo&lt;/st1:verbetes&gt;: In a landscape.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;alguns&lt;/st1:verbetes&gt; e algumas da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;geração&lt;/st1:verbetes&gt; dele cage será &lt;st1:verbetes st="on"&gt;claro&lt;/st1:verbetes&gt; e haverá &lt;st1:verbetes st="on"&gt;outros&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eles&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;dois&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;novas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eras&lt;/st1:verbetes&gt;... &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmNbNkLWv6I/AAAAAAAAADI/iy0TjVwg_7s/s1600-h/Photo_von_John_Cage.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmNbNkLWv6I/AAAAAAAAADI/iy0TjVwg_7s/s1600-h/Photo_von_John_Cage.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071997893957042082" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmNbNkLWv6I/AAAAAAAAADI/iy0TjVwg_7s/s200/Photo_von_John_Cage.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RmNbNkLWv6I/AAAAAAAAADI/iy0TjVwg_7s/s1600-h/Photo_von_John_Cage.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-2209499208964702558?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/2209499208964702558/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=2209499208964702558' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2209499208964702558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2209499208964702558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/todos-os-nomes-em-diminutivo.html' title='todos os nomes no diminutivo'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' 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termos de integração.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-324259062876808366?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/324259062876808366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=324259062876808366' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/324259062876808366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/324259062876808366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/buena-vista-social-club.html' title='Buena Vista Social Club'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlujD0LWv0I/AAAAAAAAACc/lfjfy8LC5-w/s72-c/chan+chan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-7243113162049583524</id><published>2007-05-27T15:20:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T15:20:48.873-03:00</updated><title type='text'>resiliência: Tecnologia antes e depois de ler Álvaro Vieira Pinto</title><content type='html'>&lt;a href="http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/tecnologia-antes-e-depois-de-ler-lvaro.html"&gt;resiliência: Tecnologia antes e depois de ler Álvaro Vieira Pinto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="a"&gt;www.schwartzman.org.br/simon/&lt;b&gt;vieira&lt;/b&gt;.htm&lt;br /&gt;http://www.fisica.ufs.br/dfi/CorpoDocente/amcs/txt03.htm&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-7243113162049583524?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/tecnologia-antes-e-depois-de-ler-lvaro.html' title='resiliência: Tecnologia antes e depois de ler Álvaro Vieira Pinto'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/7243113162049583524/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=7243113162049583524' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/7243113162049583524'/><link rel='self' 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href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllBDULWvvI/AAAAAAAAAB0/IrpsZJ2wH_Q/s1600-h/o+sim+e+o+n%C3%A3o+3.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllBDULWvvI/AAAAAAAAAB0/IrpsZJ2wH_Q/s200/o+sim+e+o+n%C3%A3o+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069154380793954034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllDpELWvzI/AAAAAAAAACU/RO8sHcUyscY/s1600-h/o+sim+e+o+n%C3%A3o+4.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllDpELWvzI/AAAAAAAAACU/RO8sHcUyscY/s200/o+sim+e+o+n%C3%A3o+4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069157228357271346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllB60LWvyI/AAAAAAAAACM/lQ8SSyVNQkA/s1600-h/o+sim+e+o+n%C3%A3o+5.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllB60LWvyI/AAAAAAAAACM/lQ8SSyVNQkA/s200/o+sim+e+o+n%C3%A3o+5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069155334276693794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; &lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Não&lt;br /&gt;começar com a noite e sentir a tua pele ao longe&lt;br /&gt;e tantas vezes lembrar que a vida é única&lt;br /&gt;cada um de nós na mínima fração do universo&lt;br /&gt;e como todo grande amor se conhece no fim,&lt;br /&gt;próximo a fechar os olhos e partir deste mundo&lt;br /&gt;a estranha magia é a de não sabermos se tantos nãos&lt;br /&gt;quanto um único sim valem&lt;br /&gt;e sinais de desejo espalhados pelo chão, o sal da terra&lt;br /&gt;e o sal do corpo despendido sobre a terra&lt;br /&gt;e os mares da razão violenta e mãe de toda coragem&lt;br /&gt;e elaboradora de toda a covardia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se se nem mesmo nossos espelhos e se nem mesmo&lt;br /&gt;pára-sóis, satélites, naves espaciais e trovões&lt;br /&gt;podem varrer do mundo os homens e as mulheres belas&lt;br /&gt;se nem mesmo o deus possa ser um deus&lt;br /&gt;se um filho não possa extrair do pai o amor universal&lt;br /&gt;se somos o infinito porque nem mesmo o instante pode fascinar mais&lt;br /&gt;do que o tempo evanescente de todos os momentos&lt;br /&gt;e se o demônio encontra covardemente um deus e um deus covardemente assola os demônios&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque?&lt;br /&gt;entre todos os olhos vejo os teus olhos e nada como eles&lt;br /&gt;nem tempo nem todos os outros olhares podem apagar&lt;br /&gt;tua face de mim, teu aroma em todas as manhãs&lt;br /&gt;e se sou todos os filósofos que li, se são todas as cenas que atuaste&lt;br /&gt;se são todas as letras que tu filósofa escreveste&lt;br /&gt;se nada tem explicação e se o espaço é desconhecido&lt;br /&gt;e se a pedra permanecerá muda no tempo, sim com os gestos do escultor&lt;br /&gt;mas sem a sua pele e sem o teor das palavras&lt;br /&gt;sem o ruído de tantas fornalhas da alma a caminho do cosmos&lt;br /&gt;se todas as noites são o mistério da noite para eu tu ele nós vós e eles&lt;br /&gt;se toda liberdade existe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e nada é como estarmos imbricados em nossos corpos&lt;br /&gt;e todo o silício jamais possuirá o cheiro a não ser o despertar dos cheiros&lt;br /&gt;se toda a água deverá haver para que as máquinas não parem&lt;br /&gt;se todas as rezas emanarão infinitas vozes humanas ao sideral&lt;br /&gt;e todas as horas ouvirei e ouvirás o tempo dizendo cala-te minha e tua vida&lt;br /&gt;então toda a utopia, todos os monstros&lt;br /&gt;todo céu e todas as fúrias purgantes do fogo&lt;br /&gt;toda miséria, toda a mesquinhez, todas as epígrafes&lt;br /&gt;serão nada mais do que o recomeçar talvez&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se a pele não é mais o sinal do gelo&lt;br /&gt;nem mesmo os arranhões feitos à faca&lt;br /&gt;ou a carícia terminante do amor ensandecido a jorrar e gelar&lt;br /&gt;e se as palavras voam do estúpido ao gênio&lt;br /&gt;e o gênio poderá ser estúpido e o idiota delicado como a flor&lt;br /&gt;a saudade então é a eternidade de uma só fração do caminhar&lt;br /&gt;enquanto todos os materialistas conspiram em favor dos espiritualistas&lt;br /&gt;e todos os espiritualistas confabulam em favor do materialistas&lt;br /&gt;os mortais amanhecem e anoitecem do seu sono tranquilo&lt;br /&gt;e os que amam a noite, no dia amanhecem dispostos para&lt;br /&gt;o sim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o sim de todos os nãos e os não de todos os naufrágios&lt;br /&gt;será que existe alguma verdade?&lt;br /&gt;as palavras e as coisas?&lt;br /&gt;será que existem as palavras?&lt;br /&gt;será que será?&lt;br /&gt;será que o sal é mesmo sal?&lt;br /&gt;será o mar feito de água e os ares feitos de ares?&lt;br /&gt;quem poderá dizer que sim e quem poderá dizer que não...&lt;br /&gt;quem poderá abandonar Epicuro e Platão&lt;br /&gt;quem terá a presença de conhecer Heráclito para ressuscitar talvez&lt;br /&gt;um pouco do feixe de luz dos ferreiros&lt;br /&gt;o fogo que afia o ferro&lt;br /&gt;sim e não...&lt;br /&gt;quem poderá dizer nada e tudo&lt;br /&gt;se as mãos dos homens não páram?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-3710898284572433933?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/3710898284572433933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=3710898284572433933' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/3710898284572433933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/3710898284572433933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/o-sim-e-o-no.html' title='O sim e o não'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RllBDULWvvI/AAAAAAAAAB0/IrpsZJ2wH_Q/s72-c/o+sim+e+o+n%C3%A3o+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-2179851129581840573</id><published>2007-05-25T18:28:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:26.229-02:00</updated><title type='text'>Poemas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Fragmentos&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;amor&lt;/st1:verbetes&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; cheguei &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;casa&lt;/st1:verbetes&gt; as 8 e trinta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RldjsELWvoI/AAAAAAAAAA8/zBo7RI_nEXE/s1600-h/Resili%C3%AAncia+noite.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RldjsELWvoI/AAAAAAAAAA8/zBo7RI_nEXE/s320/Resili%C3%AAncia+noite.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068629514315546242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;A &lt;st1:verbetes st="on"&gt;noite&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt; significou &lt;st1:verbetes st="on"&gt;liberdade&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Enquanto&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; dormes o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;violão&lt;/st1:verbetes&gt; soa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;As &lt;st1:verbetes st="on"&gt;páginas&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vida&lt;/st1:verbetes&gt; viram&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;E a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;poesia&lt;/st1:verbetes&gt; ressoa &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tantos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;encantos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Quanto&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; às &lt;st1:verbetes st="on"&gt;manhãs&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; sei &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;teu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sono&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;me&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;castiga&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Porque&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eu&lt;/st1:verbetes&gt; queria &lt;st2:hm st="on"&gt;ver&lt;/st2:hm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;teus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;olhos&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st2:hm st="on"&gt;amar&lt;/st2:hm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Até&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; o &lt;st2:hm st="on"&gt;amanhecer&lt;/st2:hm&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; tem &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt;, é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ocupada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;demais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;amor&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;notívago&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pretos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;só&lt;/st1:verbetes&gt; tinham as &lt;st1:verbetes st="on"&gt;manhãs&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;trabalhar&lt;/st2:hm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Então&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;poetas&lt;/st1:verbetes&gt; sobrava-lhes a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;noite&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;span style=""&gt; serem &lt;st1:verbetes st="on"&gt;livres&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Mais&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;vale&lt;/st2:dm&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;deus&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ajuda&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cedo&lt;/st1:verbetes&gt; madruga&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Eu&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;te&lt;/st1:verbetes&gt; vejo &lt;st1:verbetes st="on"&gt;depois&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dia&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;febril&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;E estás enterrada &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;teu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sono&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Trouxe &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;casa&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;disco&lt;/st1:verbetes&gt; do Paulinho &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Nogueira&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Até&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;amanhã&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;pois&lt;/st2:dm&gt; estou &lt;st1:verbetes st="on"&gt;só&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cinza&lt;/st1:verbetes&gt;, o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ar&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cidade&lt;/st1:verbetes&gt; fede&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;E &lt;st1:verbetes st="on"&gt;meu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;coração&lt;/st1:verbetes&gt; anoitece&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st2:dm st="on"&gt;você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;colombina&lt;/st1:verbetes&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Professora de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;manhã&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;De &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tarde&lt;/st1:verbetes&gt; professora,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;De &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sábado&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;domingo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;atriz&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Segunda&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sexta&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;chafariz&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:hdm st="on"&gt;jorrar&lt;/st2:hdm&gt; tua &lt;st1:verbetes st="on"&gt;alma&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;quem&lt;/st1:verbetes&gt; a comprou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Você&lt;/span&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; tem &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st2:hm st="on"&gt;amar&lt;/st2:hm&gt;; e pensas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; tem quantas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vidas&lt;/st1:verbetes&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;span style=""&gt;Algum&lt;/span&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dia&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;agosto&lt;/st1:verbetes&gt; de 2006.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-2179851129581840573?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/2179851129581840573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=2179851129581840573' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2179851129581840573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2179851129581840573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/poemas.html' title='Poemas'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RldjsELWvoI/AAAAAAAAAA8/zBo7RI_nEXE/s72-c/Resili%C3%AAncia+noite.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-7276527747662970899</id><published>2007-05-24T12:09:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:26.550-02:00</updated><title type='text'>Homenagem a Sivuca: Dodecafosinfantasmofonia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWyoULWvjI/AAAAAAAAAAU/0I6-82T5RwQ/s1600-h/TE_Sivucca_liten.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWyoULWvjI/AAAAAAAAAAU/0I6-82T5RwQ/s320/TE_Sivucca_liten.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068153361356209714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;st2:dm  st="on" style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sivuca by thord ehnberg                                  2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Homenagem&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/st2:dm&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;i style="font-family: trebuchet ms;"&gt; a Sivuca &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;ser&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;feita&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;ação&lt;/st2:dm&gt; musical&lt;br /&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;pelo&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; sobrou do&lt;st1:verbetes st="on"&gt;grupo&lt;/st1:verbetes&gt; Trans &lt;/i&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;imediatamente&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodia&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;É o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sentimento&lt;/st1:verbetes&gt; melódico&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Para&lt;/st2:dm&gt; uns &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;outros&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;si&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tanto&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;outros&lt;/st1:verbetes&gt;:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Alguma &lt;st2:dm st="on"&gt;coisa&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; parece &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Nota&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;abaixo&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nota&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;acima&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sentido&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Bagunça&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;esperança&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Desordem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dança&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Inteligência&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ar&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Chapéu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fibra&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;panamá&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nada&lt;/st1:verbetes&gt; é &lt;st1:verbetes st="on"&gt;diferente&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;história&lt;/st1:verbetes&gt; faz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nós&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Arranhados, torcidos, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;amados&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;despidos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Rasgados, envolvidos, abandonados, congelados, fervidos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Achados&lt;/st1:verbetes&gt; e perdidos no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;espaço&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;infinito&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;bóia&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st2:dm st="on"&gt;terra&lt;/st2:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Espalhados no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;chuva&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sobre&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cidade&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;moderna&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Presos&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tradição&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fala&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;homens&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;antigos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Emancipados da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;natureza&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;figo&lt;/st1:verbetes&gt; de uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;figueira&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Dodecafônicos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;músicos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;como&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;este&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;figo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;ilusório&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;seco&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Temporários&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ruídos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;barulhos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nota&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;abaixo&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;acima&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Para&lt;/st2:dm&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lados&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;esfera&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fora&lt;/st1:verbetes&gt; dela &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; multidireções &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vão&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sons&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;começo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Três&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;passos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cada&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lado&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dança&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;simultânea&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;malucos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Afoitos&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st2:dm st="on"&gt;cama&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;casais&lt;/st1:verbetes&gt; ardendo-se &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eles&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;elas&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt; uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vez&lt;/st1:verbetes&gt; a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nenhum&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;café&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;manhã&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st2:hm st="on"&gt;jantar&lt;/st2:hm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;índio&lt;/st2:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Beetoven &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; Chaplin&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Villa &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Lobos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;Faceta&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sempre&lt;/st1:verbetes&gt;: o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mundo&lt;/st1:verbetes&gt; explodido no &lt;st1:verbetes st="on"&gt;caos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Despencou &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;alto&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E atingiu o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;passo&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;estrela&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Melodia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sinfonia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sinfonia&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Cacofonia, inteirofonias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Perturbação e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;silêncio&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Diversão&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;riso&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Choro&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st2:dm st="on"&gt;ganzá&lt;/st2:dm&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;harmonia&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;asas&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Criadores&lt;/st1:verbetes&gt; férteis &lt;st1:verbetes st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; melódicos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Soldados&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;paz&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;são&lt;/st1:verbetes&gt; dodecafônicos: a &lt;st1:verbetes st="on"&gt;paz&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;alguns&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;todos&lt;/st1:verbetes&gt; os &lt;st1:verbetes st="on"&gt;povos&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mesa&lt;/st1:verbetes&gt; é previsível &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;espelho&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sim&lt;/st1:verbetes&gt; é previsível &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;talvez&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O &lt;st1:verbetes st="on"&gt;talvez&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;certo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O incerto &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;não&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Ai &lt;st1:verbetes st="on"&gt;deus&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;céu&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mas&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;que&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tamanha&lt;/st1:verbetes&gt; variação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E &lt;st1:verbetes st="on"&gt;eis&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;arte&lt;/st2:dm&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fuga&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;pelos&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;canais&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;timpânicos&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Joga-se &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dados&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lá&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cá&lt;/st1:verbetes&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Click, e-mailpostcaselapostalepipatumtumtlactlac&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Sapatos&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sapatilhas&lt;/st1:verbetes&gt; de &lt;st1:verbetes st="on"&gt;balé&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Corações&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;em&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;gelo&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;neve&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;chama&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;incêndio&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Vulcões&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;navios&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Poetas&lt;/st1:verbetes&gt; e o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vazio&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;túmulos&lt;/st1:verbetes&gt; da &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodia&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodia&lt;/st1:verbetes&gt; ao &lt;st1:verbetes st="on"&gt;meio-dia&lt;/st1:verbetes&gt; cai &lt;st2:dm st="on"&gt;bem&lt;/st2:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A &lt;st2:dm st="on"&gt;meia-noite&lt;/st2:dm&gt; cai &lt;st2:dm st="on"&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; à &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodia&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;O acordeom cai &lt;st2:dm st="on"&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; nas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mãos&lt;/st1:verbetes&gt; de Sivuca&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E Sivuca cai &lt;st2:dm st="on"&gt;bem&lt;/st2:dm&gt; nas &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mãos&lt;/st1:verbetes&gt; de Zeus&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Itabaiana, Itabira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nova&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; comparação&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Seca&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;chuva&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Terra&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;vermelha&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;música&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;plena&lt;/st1:verbetes&gt;: &lt;st2:dm st="on"&gt;dois&lt;/st2:dm&gt; &lt;st4:sinonimos st="on"&gt;pra&lt;/st4:sinonimos&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cá&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;dois&lt;/st2:dm&gt; &lt;st4:sinonimos st="on"&gt;pra&lt;/st4:sinonimos&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;lá&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;comigo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Comigo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;rima&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;contrário&lt;/st1:verbetes&gt; das &lt;st1:verbetes st="on"&gt;espirais&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E o &lt;st1:verbetes st="on"&gt;tempo&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt; as &lt;st1:verbetes st="on"&gt;catedrais&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fluxo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;A &lt;st3:infinitivo st="on"&gt;buzinar&lt;/st3:infinitivo&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dentro&lt;/st1:verbetes&gt; e &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fora&lt;/st1:verbetes&gt; das &lt;st1:verbetes st="on"&gt;paredes&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Música&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;timpânica&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;E &lt;st1:verbetes st="on"&gt;até&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;mais&lt;/st1:verbetes&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;“Sídrome do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;cômico&lt;/st1:verbetes&gt;” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Até&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;um&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dia&lt;/st1:verbetes&gt; no &lt;st2:dm st="on"&gt;ponto&lt;/st2:dm&gt; &lt;st2:dm st="on"&gt;albino&lt;/st2:dm&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;De &lt;st1:verbetes st="on"&gt;algum&lt;/st1:verbetes&gt; dos &lt;st1:verbetes st="on"&gt;giros&lt;/st1:verbetes&gt; do &lt;st1:verbetes st="on"&gt;universo&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;Das &lt;st1:verbetes st="on"&gt;melodias&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;sem&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt; zeichnung &lt;st2:dm st="on"&gt;para&lt;/st2:dm&gt; o &lt;i style=""&gt;in&lt;/i&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;fim&lt;/st1:verbetes&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;IPHAN,,, i ching,,, (espirrando) &lt;st1:verbetes st="on"&gt;te&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;elefante&lt;/st1:verbetes&gt;!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Ei&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ei&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st1:verbetes st="on"&gt;ei&lt;/st1:verbetes&gt;, ...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st2:dm st="on"&gt;Você&lt;/st2:dm&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;aí&lt;/st1:verbetes&gt;...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Samba&lt;/st1:verbetes&gt; de uma &lt;st1:verbetes st="on"&gt;nota&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;só&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Quer&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st2:hm st="on"&gt;dançar&lt;/st2:hm&gt;?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Então&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;me&lt;/st1:verbetes&gt; encontre &lt;st1:verbetes st="on"&gt;aqui&lt;/st1:verbetes&gt; na &lt;st1:verbetes st="on"&gt;feira&lt;/st1:verbetes&gt; de mangaio,&lt;span style=""&gt;Ray Johnson&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;Segunda-feira&lt;/st1:verbetes&gt; 22&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: trebuchet ms;" class="MsoNormal"&gt;- Cage: &lt;st1:verbetes st="on"&gt;bom&lt;/st1:verbetes&gt; &lt;st1:verbetes st="on"&gt;dia&lt;/st1:verbetes&gt;, &lt;st2:dm st="on"&gt;você&lt;/st2:dm&gt; vai?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os &lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;fins&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; rimam &lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;com&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; os &lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;meios&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;nada&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt; tem &lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;fim&lt;br /&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlZLcELWvmI/AAAAAAAAAAs/Sl5dOzWy54Y/s1600-h/John+Cage+Shoes.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlZLcELWvmI/AAAAAAAAAAs/Sl5dOzWy54Y/s320/John+Cage+Shoes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068321376181861986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;st1:verbetes style="font-family: trebuchet ms;" st="on"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;john cage shoes by ray johnson&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Garamond;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;st1:verbetes st="on"&gt;&lt;/st1:verbetes&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-7276527747662970899?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/7276527747662970899/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=7276527747662970899' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/7276527747662970899'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/7276527747662970899'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/dodecafosinfantasmofonia.html' title='Homenagem a Sivuca: Dodecafosinfantasmofonia'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWyoULWvjI/AAAAAAAAAAU/0I6-82T5RwQ/s72-c/TE_Sivucca_liten.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-2254720348911239095</id><published>2007-05-24T01:58:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T15:21:53.416-03:00</updated><title type='text'>Tecnologia antes e depois de ler Álvaro Vieira Pinto</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;por saulo di tarso&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Álvaro Vieira Pinto foi membro do iseb e um dos mais articulados pensadores da tecnologia que já houve no Brasil. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;A leitura dos dois volumes intitulados "O Conceito de Tecnologia", de sua autoria, poderão comprovar o que estou afirmando. No meio do vale tudo das concepções do que é tecnologia e do que ela representa nos dias de hoje, o livro escrito pelo autor até 1974 quando se precisa a sua conclusão e publicado em 2005 pela editora Contraponto, é um desafio deixado há exatos 33 anos por um pensador brasileiro a quem o educador Paulo Freire dirigia-se como mestre.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Os dois volumes em suas aproximadas 1500 páginas põe "ossos" à reflexão sobre o tema que é desenvolvido de maneira complexa e abrangente no que se refere inclusive aos equívocos de uma aceitação passiva da chamada &lt;em&gt;era tecnológica &lt;/em&gt;e a disseminação de sua terminologia em diversos campos. É a visão da tecnologia pré e pós digital indispensável a quem queira superar a superfície da questão e aplicar conhecimento transdisciplinarmente.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-2254720348911239095?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/2254720348911239095/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=2254720348911239095' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2254720348911239095'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/2254720348911239095'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/tecnologia-antes-e-depois-de-ler-lvaro.html' title='Tecnologia antes e depois de ler Álvaro Vieira Pinto'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-937621668292025125</id><published>2007-05-24T00:25:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T00:27:59.914-03:00</updated><title type='text'>Do direito às artes e das artes ao Direito</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;por saulo di tarso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"O homem que música em si mesmo não traz, nem se comove ante a harmonia de agradável toada, é inclinado tão-só a traições, e a roubos, e a todo estratagema (...). De um homem assim, desconfiai sempre".&lt;br /&gt;William Shakespeare&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn1" name="_ftnref1"&gt;&lt;em&gt;[1]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"Todos os nossos grandes artistas são pessoas ligadas às transformações políticas."&lt;br /&gt;"Um milhão de pessoas já coloca a mostra concorrendo com o futebol. Isto é inédito."&lt;br /&gt;"A arte não é democrática, ela é elitista. Melhor ir se acostumando."&lt;br /&gt;Nelson Aguilar&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn2" name="_ftnref2"&gt;&lt;em&gt;[2]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;"A atividade artística é uma coisa que não depende, pois, de leis estratificadas, frutos da experiência apenas de uma época na história da evolução da arte. Essa atividade se estende a todos os seres humanos, e não é mais ocupação exclusiva de uma confraria especializada que exige diploma para nela se ter acesso. A vontade de arte se manifesta em qualquer homem de nossa terra, independente do seu meridiano, seja ele papua ou cafuzo, brasileiro ou russo, negro ou iletrado, equilibrado ou desequilibrado."&lt;br /&gt;Mario Pedrosa&lt;/em&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn3" name="_ftnref3"&gt;&lt;em&gt;[3]&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequeno esclarecimento sobre a estética do preconceito&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estética do preconceito é aquela que definha as relações humanas por meio de uma educação que aparenta ser, mas não o é em essência. Julgar pela aparência, discriminar pelo bairro em que se vive, escola na qual se formou, currículos, instituições pelas quais passamos, lugares que freqüentamos, atuamos, trabalhamos, e nos quais inventamos e exercemos nossa vida íntima e social, é naufragar no erro e na proibição. É a estética do preconceito, aquela que se propõe a viabilizar o acesso, mas não deixa as portas abertas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a valorização ética da cultura e das artes na geografia das cidades&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A futilidade está instalada no meio cultural e artístico da atualidade. O diálogo entre a produção cultural e a artística quase não cumpre o papel de transmissão de uma comunicação verdadeira e relevante entre aquilo que é produzido e o espectador da produção apresentada. A documentação é mais valorizada do que aquilo que se produz, em vez de se priorizar o contato visceral do artista com a comunidade na qual ele vive e com a qual o seu diálogo permanente deveria existir: um diálogo voltado à autobiografia do ser e não ao exibicionismo pseudo-estrutural dos meios de comunicação de massa. Refiro-me, aqui, ao numerologismo cultural, às políticas de obsessiva lotação dos assim chamados "espaços culturais públicos", ao preconceito sobre as formas de se adquirir e transmitir conhecimento, ao centralismo das instituições, à supervalorização de algumas personalidades – as quais criam, muitas vezes, falsos parâmetros de uma chamada abertura e democratização do acesso à vida cultural – e, principalmente, ao mau uso do dinheiro público e à negligência das autoridades municipais na aplicação dos recursos, determinados pela Constituição Federal, na construção e na manutenção da vida cultural e artística nas cidades. Lembre-se, ainda, que, na área da cultura, primeiro são feitos os cortes da administração pública, em geral, sem se avaliar, competências e destinos de projetos culturais e respectivas ações em vias de concretização. Se, por um lado, a comunidade cultural e artística exerce sua função crítica, por outro, o poder público, em geral, recolhe-se e pede o envio de soluções no lugar das críticas. Esta prática tem-se tornado comum também nas universidades, dentro de uma lógica ultrapassada naquilo que tange à dicotomia das relações entre o assim chamado mestre e seus alunos; e, ainda, na imprensa, que cria o seu universo diário de informações sem a fundamentação in loco daquilo que noticia, promulgando, muitas vezes de modo superficial, fatos fictícios que transparecem aos seus milhares de receptores como a suposta "verdade dos acontecimentos". Mas poucos, nestes grupos, se dão conta da fragmentação social que este ciclo vicioso produz e de que o enciclopedismo – tanto o tradicional quanto o virtual – constitui a morte do conhecimento. Por outra via, quando as soluções são apontadas, acontecem as não menos comuns disputas entre as pessoas e os setores, interna e externamente, pela autoria da solução. O resultado disso, na maioria das vezes, é a ocultação e o mau uso das idéias, a apropriação superficial dos conceitos apontados para a comunidade por seres que a ela pertencem. Então, pergunto: não somos, por acaso, seres de uma mesma comunidade? O que são os nossos espíritos: a casa das disputas egocêntricas ou a casa determinante das mutações antropológicas amplas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, diferenciamos o homem do poder público e da comunidade, colocando-os, cada vez mais, em patamares estanques, tanto individual quanto coletivamente. São raros os governos de participação popular, nos quais os conselhos públicos possuam poder deliberativo, além de “espaço falatório” em plenárias de discussão – e, nestas, a cultura é sempre um voto vencido. Não se faz a distinção clara e necessária entre a cultura e as artes, nem se ponderam questões estéticas e éticas para além de uma superficialidade temática, como demonstram as inúmeras recorrências nos fóruns de debate, quase sempre aglutinados por temas já conhecidos, como arte-tecnologia, arte-educação, identidade cultural, marketing cultural, etc. Esses encontros só raras vezes levam em consideração a necessidade do exercício permanente da arte e da instauração da cultura no organismo das cidades. Este é um fenômeno generalizado na região metropolitana de São Paulo. É um fenômeno que só tem conseguido ampliar, paulatinamente, o afastamento dos grupos de arte e cultura da realidade dos seus, outrora, naturais e possíveis fruidores, transformando a todos nós – artistas, arte-educadores, atores, bailarinos, poetas, escritores, cineastas, dramaturgos, performers, artistas plásticos, músicos e, não excluamos, gestores diretos das políticas públicas (oficiais), como os diretores de cultura, gerentes de área, secretários de cultura, agentes culturais, produtores, curadores de museus, críticos, professores e estudantes universitários – em dialogadores solitários, individualistas, corporativistas e, inquestionavelmente, em construtores da compartimentação, no lugar de reais integradores sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, arte, cultura e comunidade se afastam, cada vez mais, da formação de um todo integrado, que deveria constituir a sociedade. Nós, os chamados "cultos", falamos e posamos, pós-modernisticamente, em favor da chamada "reciclagem" das periferias, quando, na verdade, são os centros que deveriam ser reciclados, para que as periferias deixassem de existir como fenômeno das sobras sociológicas. Aliás, não só os centros deveriam ser reciclados, como também a idéia de centralização. Centralizar é viver no atraso, especialmente em um país em que é gravíssimo o problema do roubo justificável e da centralização dos recursos. Não é demais afirmar que o mesmo problema ocorre na área da cultura e das artes. Assumimos a postura de "semideuses", ao procurarmos ascender individualmente. O cultivo do status quo personalista, a idéia de celebrização do eu, a qualquer custo, são posturas que em nada contribuem para a transformação da vida cultural e artística. Ao contrário, condenam toda nossa comunidade ao “vitrinismo” cultural, ao subfazer. Este modelo, visível a todos em inúmeros eventos culturais, reflete um verdadeiro jogo frenético, no qual uma profunda decadência espiritual rege as regras de conduta. O processo de fragmentação social se alastra internamente e de dentro para fora, nas chamadas células de formação da inteligência nacional: partidos políticos de esquerda, direita, centro e posições camaleônicas, universidades e demais órgãos oficiais. Estes órgãos que, do ponto de vista oficial da cultura, existem porque “cultivam-se” em grupos fechados, por meio das chamadas pedagogias e políticas oficiais, nas quais ainda se tem a ilusão de que estão lá, dentro deles, o domínio absoluto das ciências produzidas pelo homem e, respectivamente, a solução completa para as deformidades sociais. Assim, acabam instituindo o preconceito de maneira oficial, diante da vida cotidiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, a vivência é transformada em conceituação da realidade. Mas não nos esqueçamos de que a vida transformada apenas em conceituação dela mesma passa a ser a vida dentro de uma cápsula laboratorial, cujas paredes mentais e operacionais são um limite antagônico à própria expansividade que se diz buscar. O resultado é a burocracia, surgindo, mais e mais, contra a dinamização do processo social como um todo e, quando não, como desculpa para a não realização das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, há que se lembrar que esta situação não impede a eclosão de fenômenos culturais de maior importância, em todas as etapas da evolução do conhecimento, dentro e fora da nossa sociedade e entre sociedades distintas. Não se pode falar, mesmo inserido neste ambiente desfavorável, que não existam, em contrapartida, a cultura e as artes em um exercício mais elevado. No entanto, convém notar que, em geral, é esta a situação atual do meio cultural e são estas as conseqüências da noção de um pseudocultivo da cultura e do espaço das artes na nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A desvalorização dos espaços culturais, tanto quanto a do papel do artista, é fruto também dele mesmo, ao rejeitar seu próprio aprimoramento, ao se dedicar pouco ao aprofundamento estético, ao competir desenfreadamente contra o seu semelhante e contra o espelho. Corre-se, assim, contra a arte e seu verdadeiro exercício. Destroem-se deste modo os meios culturais e a funcionalidade das artes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao invés de seres transformadores, temos sido, contemporaneamente, seres estagnados no processo romântico da auto-reverência. As comunidades não dialogam de modo construtivo e ficamos, muitas vezes, cercados e amarrados, em nossas ações, por uma lógica de interesses que se sobrepõe a qualquer paralelo verdadeiramente integrador. Meramente, interesses. Na maioria das vezes, age-se de maneira impensada, automática. Ainda é comum a desvalorização do ato de pensar, assim como é comum o hábito de se considerar a aculturação e o fazer artístico como coisas inúteis, atividades indignas de articulação setorial e econômica. É visivelmente comum  a arte e a cultura serem aceitas e veiculadas como coisas supérfluas no perímetro da sociedade brasileira. Infelizmente, é também comum que as administrações públicas de cidades menores imitem procedimentos socioculturais das cidades maiores, por mera mimese, sem nenhuma reflexão sobre o ato de imitar e muito menos sobre o fato de que assim se plantam o provincianismo e a automação do conhecimento sensível, causando a superficialização contínua dos valores civilizatórios que a arte deveria exercer. Subvertemos as lógicas da criação, da preservação dos valores e das idéias originais e, por conseqüência, a humanização do espaço urbano, porque, dignamente, acreditamos que  os aspectos fabris da matéria de nossa razão sejam os mais relevantes para o todo. Aceitamos que o "asfalto" e as "fotos no jornal" facilitem mais as nossas vidas do que o fato de sermos cultos, no sentido fértil da palavra cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, se não formos educados para a locomoção, de nada adiantará termos asfalto em nossos caminhos e coleções de fotos nos nossos acervos particulares ou curriculares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A valorização ética da cultura e das artes pressupõe que as nossas vias, ou seja, o caminho interior e o exterior do ser humano, andem juntos. E, para isso, é preciso que avaliemos constantemente a nossa relação com o meio ambiente. Exemplifico: Leonardo Da Vinci nos mostrou, pela primeira vez, em seus famosos estudos intitulados Codex Atlanticus, o desenho de uma barragem de água, muito próxima, estruturalmente, das imensas represas que construímos para armazenar e abastecer de água e energia elétrica as cidades modernas. Este invento, que nos serviu muitíssimo durante alguns séculos e ainda nos serve, não nos impediu de sentirmos, hoje, que ele não supre o problema da falta de água e, muito menos, o de nossa necessidade de nos renovarmos permanentemente, tanto no campo da invenção concreta das coisas, com as quais designamos o espaço, quanto nas relações humanas, respeitando, essencialmente, o fato de que as ciências atuais, por exemplo, no campo da física, medicina, urbanismo e educação, permitem-nos – se somadas, de modo consciente, em um campo verdadeiramente interdisciplinar – que formulemos novas linguagens em comunicação e que elaboremos um processo social mais generoso para a preservação das vidas futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;legenda:&lt;br /&gt;Leonardo Da Vinci (1452-1519): regulagem de rios por meio de represas. Leonardo pôde também executar trabalhos práticos, como construtor hidráulico, em regulagens de rios e construção de canais no ducado de Milão e, mais tarde, em Veneza e Florença.&lt;br /&gt;“Codex Atlanticus”. In: Friedenthal L., Richard. Leonardo Da Vinci, uma biografia ilustrada.  Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1990.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais pessimistas pode aparecer a seguinte questão: como iremos alcançar este estado de respeito às gerações futuras se, nem mesmo no presente, conseguimos manter tais prioridades?&lt;br /&gt;Pois bem, surge, com esta questão, um dos fatores essenciais da ética, ou seja, a concatenação consciente entre os acontecimentos do passado, do presente e do espaço das gerações futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que fizemos no passado pode ser visto no presente. Por exemplo, antes, não dividimos a terra, não elaboramos um espaço econômico conciliado com a invenção de uma indústria autogestativa e temos, hoje, que sanar os restos da escravidão e a defasagem da nossa própria economia, no sentido de que a miséria cresce a nossa volta. Pode-se afirmar assim que nos falta o senso de uma cultura econômica verdadeira, do cultivo elementar da terra e da urbanidade como fonte dos alimentos primários, tanto para o corpo, quanto para a alma. Mas não é esta, evidentemente, uma falta conceitual. É sim, uma falta anímica, que deriva da desnutrição espiritual e, tanto mais, da falta de um sentido cultivado nas nossas ações. O direito às artes significa, no plano imediato das relações, dar ao homem e, não restritamente, ao chamado homem culto, das elites, o direito dele desenvolver, em si mesmo, formas mais elaboradas de relacionamento com o espaço, ou seja, com o meio ambiente e as relações que nele se aplicam. Sendo assim, no plano mais tardio dos efeitos da arte, significa que o direito às artes, se bem cultivado (faça-se aqui a diferenciação entre arte e cultura), poderá ampliar as chances de o homem alcançar, interna e externamente, um sentido para a existência mais próximo do sentido de liberdade. Não apenas uma liberdade utópica, mas uma liberdade arraigada ao conceito do equilíbrio individual e, do ponto de vista coletivo, à prática do equilíbrio entre as gerações. Deste exercício, bem possivelmente surgirão não apenas os novos fazedores artísticos, mas também uma possível lapidação estética do mundo e das relações que nele enfrentamos, por meio do contraponto permanente entre a alma e o espaço geográfico, no qual ela se desloca construindo a civilização. Porém, para que as relações aconteçam de maneira plena, este deslocamento precisa ser livre e amparado pelos meios de que o homem dispõe para concretizar a sua ação, tais como o direito de ir e vir e o de se manifestar plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sistema atual, entretanto, o que existe é o conflito entre gerações e as ainda predatórias políticas de desenvolvimento, logradas pela competição incessante e geradas pela aceitação generalizada e idealizada do individualismo, no sentido menos elevado da palavra. Tudo isso, somado á ignorância das nossas chamadas elites "falsamente refinadas", inflige, sem piedade, a lógica dialética (intrínseca) dos relacionamentos entre os sexos, entre as gerações, entre as classes sociais distintas e entre as áreas distintas do conhecimento humano, gerando a fragmentação do equilíbrio e do desenvolvimento total do ser. Este desenvolvimento está impedido pela conformação de inúmeras "barragens sociológicas", como a censura econômica e midiológica, as quais contribuem para que nos furtem, justamente, dos direitos de ir e vir e de nos manifestarmos plenamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A supressão destes direitos provoca, em grande parte, o represamento poético das artes, diante do qual não podemos ficar paralisados. Estes direitos são imprescindíveis na totalização dos ciclos da existência humana, pois uma sociedade na qual a arte e a estética não ocupam o seu lugar de maneira material, visível, coerente e una não pode ser considerada uma sociedade madura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdadeira arte, não é a apresentação superficial das coisas. É direito do homem poder elevar o seu interior a uma manifestação externa, da maneira mais plena. Portanto, uma sociedade que não legitima seus espaços culturais, educacionais, científicos e artísticos priva-se da sua própria essência de linguagem e do amadurecimento antropológico; seus indivíduos estarão sempre famintos no corpo e na alma, moldando-se interminavelmente para a defasagem histórica e o subdesenvolvimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que é o campo do direito e para que existem a liberdade e a ação do direito, senão, antes de tudo, para estabelecer o equilíbrio das relações e manter as raízes do amadurecimento social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, a arte e o direito se aproximam de maneira indissociável. Para refletirmos esta proximidade, ouçamos aquilo que nos diz Ezra Pound&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn4" name="_ftnref4"&gt;[4]&lt;/a&gt; em um trecho de sua conhecida obra, ABC da Literatura:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem é o principal meio de comunicação humana. Se o sistema nervoso não transmite sensações e estímulos, o animal se atrofia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a literatura de uma nação entra em declínio, a nação se atrofia e decai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O legislador não pode legislar para o bem público, o comandante não pode comandar, o povo (se se tratar de um país democrático) não pode instruir seus "representantes" a não ser através da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Pound vai além:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A linguagem nebulosa dos trapaceiros serve apenas a objetivos temporários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma certa soma de comunicações que dizem respeito a assuntos especiais é veiculada através de fórmulas matemáticas, através das artes plásticas, de diagramas, de formas puramente musicais, mas ninguém proporia que tais formas substituíssem a fala comum ou mesmo sugeriria que isso fosse aconselhável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso nos aponta para a condição de que os isolamentos individuais da vivência e das múltiplas vivências entre si representam, para todos nós, uma perda dialógica irreparável, agem como um corte no sistema nervoso da sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dialogar verdadeiramente, porém, implica não se dissociar a reflexão do fazer. Mas nos meios de comunicação atuais, cabe ressaltar, pratica-se o informacionismo jornalístico, o qual reproduz comportamentos extemporâneos à construção do diálogo transformador, especialmente quando se parte de uma célula fechada e tenta-se, mesmo assim, caminhar na direção do todo. Criam-se hábitos de consumo da informação, cuja tendência é assimilar as notícias da imprensa e as teses com o selo de determinados órgãos do ensino como verdades incontestáveis. O impacto imediato deste modo de operar nas relações do cotidiano não poderia ser outro senão o dos intermináveis atritos exercidos por falsas correntes do exercício democrático, em que ocorre, além do exibicionismo, uma guerra de mutilações ideológicas entre ideologias, muitas vezes, ainda não amadurecidas. Os indivíduos dos grupos sociais degladiam-se entre si e perdem, com isso, seus valores de unidade. Os prejuízos antropológicos são incalculáveis. Todavia, não é suficiente criticar, sem a intenção de construir. Não basta a observação generalista dos fatos. Para que haja avanços e a dinâmica das artes possa confluir no todo, é necessário irmos além e mergulharmos em uma reflexão sumária, participativa e verdadeiramente integradora entre os grupos sociais. A arte é um tipo de moção do homem, no qual o fazer interno e o externo não se dissociam. Este não é o modo regulador apenas da arte, é também o modo de se alicerçarem todos os princípios civilizatórios, mesmo quando se ergue toda e qualquer ciência que o homem engendre no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte existe porque o homem, desde que nasce, percebe o mundo em que vive. Todos nós, em maior ou menor grau, o percebemos. Porém, se não cultivarmos os meios de ampliação da nossa educação sensível, seremos deseducados pela brutalidade dos fatos e, com isso, diminuiremos a intensidade com a qual percebemos tudo o que está a nossa volta. Começa aí, neste contexto, a função da arte: permitir ao homem perceber a si mesmo, ao outro e ao mundo. Por esta via, a arte torna-se uma coisa extremamente útil e funcional. Assim, nem o artista e nem a arte jamais tiveram o seu valor na inutilidade, mesmo quando a inutilidade é o seu objeto poético. A percepção é o primeiro sentido de toda a vida. Perceber conscientemente e criar o exercício da percepção consciente é elevar o ser humano ao estágio mais próximo da liberdade e do respeito aos seres vivos. Eis o que o direito às artes preserva para os indivíduos de uma sociedade. Portanto, seguem aqui os seguintes apelos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos artistas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falem sobre aquilo que vivem e sentem. Não permitam que os seus colegas sejam “apagados”, assim como suas idéias e ações, em troca, simplesmente, de pequenas participações na máquina concernente ao poder das estruturas políticas pseudocultas, pois estas participações, em geral, não passam de pequenos espelhinhos que só presenteiam a nossa própria vaidade e servem apenas a interesses imediatistas, temporários e panfletários. É preciso um grande esforço para que haja a elevação social do Brasil, das nossas regiões, cidades e respectivos governos, assim como das nossas personalidades e do nosso trabalho artístico. É preciso mais do que o deslumbre e a supervalorização do "entrar para a história" movido pelo faz-de-conta da imprensa menos preparada. E lembrem-se: crescer a partir da destruição do espaço do outro não é crescer. Devemos lutar pela existência de ateliês públicos, teatros, auditórios, centros culturais, galerias municipais, museus, parques culturais e novos espaços voltados para o gozo e a criação das estéticas contemporâneas, equipados tanto infra-estrutural quanto pós-utopicamente; escolas de arte cujas pedagogias sejam vivas e dinâmicas, em todas as áreas do campo artístico. Integrar a arte e os artistas é fortalecer a alma coletiva das transformações. Precisamos lutar com toda a "fé e tecnologia" pela profissionalização e dignificação definitiva do trabalho artístico em todas as dimensões, o que envolve o apreender, o fazer, o ensinar a fazer e o fruir daquilo que chamamos arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, sem dúvida, tarefa árdua afirmar publicamente nossas indignações, seja diante das hierarquias e dos diversos setores sociais, seja diante do povo, seja diante do governo e das elites, mas será menos difícil fazê-lo se a intenção, diferente de uma aparente provocação, for a de instaurar a renovação social dentro das relações preponderantes neste tempo. Ouçamos o que nos diz, sobre o papel deste exercício, o poeta norte-americano Walt Whitman,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn5" name="_ftnref5"&gt;[5]&lt;/a&gt; que viveu entre 1819 e 1892, em seu poema intitulado "Precursores":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como são eles colocados sobre a terra&lt;br /&gt;(surgindo a intervalos),&lt;br /&gt;como são caros e terríveis para o mundo,&lt;br /&gt;como eles se habituam a si mesmos&lt;br /&gt;assim como aos demais&lt;br /&gt;– que paradoxo chega a parecer&lt;br /&gt;o tempo deles –&lt;br /&gt;como as pessoas respondem a eles&lt;br /&gt;ainda que os não conheçam,&lt;br /&gt;como algo de intransigente persiste&lt;br /&gt;na sorte deles em todos os tempos,&lt;br /&gt;como todos os tempos&lt;br /&gt;escolhem mal as coisas&lt;br /&gt;com que os adular e os recompensar,&lt;br /&gt;e como o preço inexorável&lt;br /&gt;há de ser pago ainda&lt;br /&gt;pela mesma grandeza&lt;br /&gt;encomendada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, vemos que é preciso mais do que individualismo, bem mais do que pesquisas somente calcadas em realidades alheias a nós, do que elogios farsantes, do que competição e fechamento do espaço de uns pelos outros, para se estabelecer o lugar das artes e da cultura na nossa sociedade, e desvelar que a cultura é, e está, em todas as atitudes que tomamos. As ações derivam, simplesmente, da bem ou mal realizada educação cultural. É preciso, já, um levante ético das nossas relações, para se acabar, entre outras coisas, com a estereotipia dos museus, das bienais e dos salões de arte contemporânea, cujas formas, em eventos, deixem de representar o sonambulismo das escolas de arte e dos centros culturais, impingindo seus guetos e premiando-os por meio de lobbies, como acontece nos panoramas musicais, teatrais, cinematográficos, na industrialização da cultura, na baixa produção editorial de temas relevantes para a cultura brasileira no mercado editorial e na ocupação dos espaços culturais, somente para atender uma lógica de entretenimento. A tudo isso, TRANSFORMEMOS. Precursor é todo aquele que luta conscientemente pela transformação das relações sociais no mundo em que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos governantes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom político é aquele que é culto politicamente. Um cirurgião que desenha mal atenta contra a vida, assim como o engenheiro que calcula mal os alicerces de uma ponte, o educador que não ensina de modo atento, o filósofo que não se dá verdadeiramente ao exercício da reflexão. Não existe diferença entre uma obra de arte, que exalta a vida interior do homem, e um cirurgião, um engenheiro, um educador, um filósofo, que "desenham" bem o exercício de suas funções. Aos governantes afirmo que privar os seus munícipes da arte e da cultura é deformá-los, assim como se deforma o espaço urbano quando se atribui o desenho da cidade a maus arquitetos e maus urbanistas. Cada munícipe é um "arquiteto" indireto das relações. O desenho de uma cidade não está restrito, porém, nem a um nem a outro, mas sim a todos os seus habitantes, os quais “desenham” a cidade consciente ou inconscientemente, constantemente. Cidadãos bem nutridos cultural e artisticamente serão, certamente, co-autores de uma cidade mais bem lapidada, que tornar-se-á exemplo de política e cultura partidária. Apelo aos presidentes de partido que instituam, nas suas bases, o pensamento cultural irrestrito, pois a revolução social, a verdadeira cidade, jamais se concretizará apenas na aparência das coisas. Visibilidade não é critério para justificar a ação cultural, se não for para se mostrar algo em que haja verdadeiramente um conteúdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos educadores e a todos, especialmente, gostaria de reavivar as palavras escritas em 1919-20, por Piet Mondrian,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn6" name="_ftnref6"&gt;[6]&lt;/a&gt; no seu diálogo intitulado Realidade Natural e Abstrata:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O paraíso não faz jamais pensar outra coisa senão alegria. Mas o que eu acabo de dizer é alcançável até um certo ponto se não se considerar isso como uma utopia. A cidade das crianças, um dia, torna-se uma cidade de adultos: a gente tem que esperar, simplesmente, até que as crianças cresçam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espaço em que vivemos é a matriz e a conseqüência de boa parte de tudo aquilo que somos e legamos às gerações futuras e aos nossos contemporâneos. Precisamos criar o respeito à produção do artista e os meios de que necessita para construir a sua arte. Precisamos de instituições que integrem e dinamizem a relação entre o "aprender, o fazer e o ensinar a fazer". Devemos ficar atentos e fazer em vez de subfazer, melhor dizendo, devemos construir na sociedade brasileira o lugar para as artes e a cultura por meio do pleno exercício do fazer, porque tudo aquilo que se subfaz é também o que se “subdesenvolveu” e se “subdesenvolve”. E o subdesenvolvimento do Brasil é um fenômeno cultural e não estrutural, como se pode perceber. A subestrutura é um favor designado e complacente com o falso precursionismo, que subvenciona a síndrome do eterno colonizador daqueles, que, em outras palavras, inventam a roda e a vendem como novidade incontestável, como antídoto social. Este ciclo nocivo só pode ser quebrado se houver esforços legítimos pelo fim da ignorância, do desânimo, do plágio e da indiferença. Este ciclo só será transformado, quando substituirmos as falsas atenções por uma forma verdadeira de atenção e envolvimento com a vida cultural e artística do lugar. Cabe ressaltar que a vida é sempre um fenômeno eminentemente cultural, logo, onde não se exerce plenamente a cultura, reflete-se a má interação da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, é necessário que façamos e procuremos se fazer perceber, e não nos darmos, apenas, ao contentamento da subpercepção de nós mesmos e das coisas, indistintamente. A função da arte é fazer perceber, dar ao homem o direito pleno de vivenciar as suas próprias potencialidades internas, tanto aquelas que estão veladas na sua interioridade, quanto seus saberes explícitos e, assim, de viver sob a égide da dignidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É facultado ao homem perceber e, a partir daquilo que observa, transformar a realidade em que vive. A atuação torna o homem um ser efetivamente social, sem isso, o homem torna-se ecologicamente inoperante. E mais atua para o outro aquele que conhece a si próprio, que desperta para o todo da realidade que o cerca. Em uma época na qual a palavra de ordem é a globalização, o direito do homem aos acessos mais profundos, internos e externos, deve ser instaurado convictamente pelas frentes de uma nação, sem que isso seja confundido com a padronização. Caso contrário, nossos direitos perceptivos sucumbirão à esterilização cultural, provocando o término da diversidade geográfica e antropológica, e, finalmente, suprimindo a nossa própria inteligência, a qual orienta, preserva e dinamiza as relações sociais dos indivíduos na coletividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim para o homem, para as artes e para o todo, que deveria integrar a totalidade daquilo que o homem produz. A esse respeito, escreve Kandinsky,&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftn7" name="_ftnref7"&gt;[7]&lt;/a&gt; em 1912, ao apresentar a obra teatral Der Gelbe Klang (A nota amarela):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada arte tem sua própria linguagem, ou seja, unicamente os meios próprios de si mesma.&lt;br /&gt;Assim, cada arte é uma unidade fechada em si mesma. Cada arte tem uma vida própria. É um reino por si só.&lt;br /&gt;Por isso, os meios de diferentes artes são totalmente distintos exteriormente.&lt;br /&gt;Som, cor, palavra...&lt;br /&gt;E no último e mais recôndito fundo, estes meios são exatamente iguais: a meta final anula as diferenças exteriores e descobre a identidade interna.&lt;br /&gt;Esta última meta (entendimento) se logra na alma humana através de delicadíssimas vibrações dela mesma. Porém estas delicadíssimas vibrações, que são idênticas na meta final, guardam, em si, diferentes movimentos internos que as diferenciam entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, gostaria de ressaltar, parafraseando Kandinsky, que cada indivíduo deve ter o direito de desenvolver plenamente a sua própria linguagem, ou seja, ser unicamente o seu próprio meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, cada comunidade é uma unidade fechada em si mesma. Cada comunidade tem uma vida própria. É um reino por si só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, os diferentes meios e as diferentes comunidades tornam-se distintas exteriormente.&lt;br /&gt;Todos os homens, o meio, a cultura, as artes, as ciências, a tecnologia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no último e mais recôndito veio, a cultura e as artes, as ciências, a educação e a saúde são meios exatamente iguais: a meta final anula as suas diferenças exteriores e revela a identidade das partes, confluindo para um todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta última meta, ou seja, o entendimento, logra-se na comunidade por meio de delicadíssimas vibrações dela mesma. Porém, estas delicadíssimas vibrações, idênticas na meta final, guardam em si distintos movimentos internos que as diferenciam umas das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a nação e as cidades vibrarão no contexto do mundo, na mesma proporção em que seus indivíduos e respectivas áreas vibrarem entre si. As vibrações e o seu alcance serão maiores se o caminho, do direito às artes e das artes ao direito , estiver preservado no âmago da sociedade, legando ao homem seu direito mais pleno de "ser e agir" integralmente, percebendo e transformando a realidade na qual ele vive e atua, procurando, cada vez mais, a ação consciente, diante do contraponto permanente de todas as formas de vida e conhecimento que nos cercam e que o "espaço" traduz, de indivíduo a indivíduo, de comunidade a comunidade, de cidade a cidade, de nação a nação, em escala planetária, de modo incessante e permanentemente mutável.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn1" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref1" name="_ftn1"&gt;[1]&lt;/a&gt; William Shakespeare. O mercador de Veneza. Ato V, cena I: Lourenço, 1596-97.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn2" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref2" name="_ftn2"&gt;[2]&lt;/a&gt; Nelson Aguilar. Excertos da entrevista sobre a mostra "Brasil+500", concedida à revista E - SESC de São Paulo- agosto de 2000.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn3" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref3" name="_ftn3"&gt;[3]&lt;/a&gt; Mario Pedrosa. "Arte, necessidade vital". In: Arantes, Otília (org.).  Forma e Percepção Estética. São Paulo: Edusp, 1996, vol. II, p. 46.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn4" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref4" name="_ftn4"&gt;[4]&lt;/a&gt; Ezra Pound. Abc da Literatura (1934). Org. e apresentação Augusto de Campos. Trad. Augusto de Campos e José Paulo Paes. São Paulo: Cultrix, 1990.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn5" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref5" name="_ftn5"&gt;[5]&lt;/a&gt; Walt Whitman. Leaves of Grass. A partir da tradução "Folhas das Folhas da Relva", Geir de Campos. São Paulo: Brasiliense, 1983.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn6" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref6" name="_ftn6"&gt;[6]&lt;/a&gt; Piet Mondrian. Excerto do diálogo "Realidade Natural e Abstrata", escrito em 1919-20. Versão para a Língua Portuguesa (não publicada), traduzida por H. J. Koellreutter e Saulo di Tarso, 1999.&lt;br /&gt;&lt;a title="" style="mso-footnote-id: ftn7" href="http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=3242925197043294923#_ftnref7" name="_ftn7"&gt;[7]&lt;/a&gt; Wassily Kandinsky. Excerto do texto publicado como introdução da obra teatral Der Gelbe Klang (A nota amarela, 1911-12) na revista Der Blaue Reiter (O Cavaleiro Azul), Munique, 1912.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-937621668292025125?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/937621668292025125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=937621668292025125' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/937621668292025125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/937621668292025125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/do-direito-s-artes-e-das-artes-ao.html' title='Do direito às artes e das artes ao Direito'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-8795526791066621900</id><published>2007-05-23T23:56:00.000-03:00</published><updated>2008-12-11T05:12:26.720-02:00</updated><title type='text'>Graffiti depois do graffiti*</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWomELWviI/AAAAAAAAAAM/Z26QPvPElPo/s1600-h/Speto.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWomELWviI/AAAAAAAAAAM/Z26QPvPElPo/s320/Speto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068142327585226274" border="0"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Capacidade de interação e inteligência visual são dois elementos fundamentais na atuação do artista contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A experiência que Speto, Nunca, Ciro, Daniel Melim, Kboco e Onesto desenvolvem nas ruas, comunidades e entre os grupos de grafiteiros não só revela esta dupla capacidade como propõe um conjunto de novas possibilidades expressivas para a cultura da imagem contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de incitar o exotismo da linguagem do grafitti, a mostra “Território Ocupado” amplia o contato com este grupo de artistas que são independentes entre si e que agem fora do circuito convencional da arte. Eles representam a nova geração do grafitti, revelando habilidades e raciocínios paralelos a onda de manipulações tecnológicas da imagem existentes em softwares pré-determinados por ações como cortar, filtrar, flipar, aerografar, copiar, colar, emoldurar, sobrepor e interferir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender esse fenômeno não basta apenas mencionar a existência da grafitagem e sua derivação nas culturas pré-históricas, antigas, ou mesmo justificar sua força através do paralelo com  imagens rupestres. É preciso assumir a origem do movimento iniciado em Nova Iorque , leia-se bem, dentro de seus bairros de imigrantes (não esquecendo a matriz Bronx), espalhando-se posteriormente pelas ruas das principais cidades do planeta e suas periferias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formou-se uma incrível rede de comunicação que, do ponto de vista da sociologia da imagem, uniu centros e periferias do mundo. Isto é inédito na história da humanidade e anterior ao fenômeno das redes virtuais. E talvez por isso a internet seja o meio de comunicação, por excelência, da cultura Hip Hop e, neste caso particular, do grafitti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É praticamente impossível reproduzir a multiplicidade dessas pinturas em publicação impressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso sair dos limites do preconceito e deixar falar, literalmente, uma cultura que inaugura sua terceira década brasileira alcançando duas situações que são consequências de uma ação concatenada e constante: a autonomia de linguagem e sua respectiva passagem entre gerações de grafiteiros e uma organização econômica “bem vocacionada”, diferente da falsa atenção dada ao grafitti, até aqui, pelo mercado de arte e seus modismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Modismos que, aliás, diluiriam os aspectos precursores do caráter de artistas que se apropriaram do spray para falar, denunciar, agir, figurar, invadir, romper limites, furar a ordem das imagens oficiais e seus corredores dentro do circuito de galerias e museus onde, evidentemente, ocorreram ações libertárias na integração entre grafitti e outras linguagens tradicionais. Mas não sem oprimir aquilo e aqueles que não tinham acesso a seus ambientes fechados em função da enfadonha e insolúvel distância entre as classes sociais brasileiras, refletida também nas hierarquias que dispõe arte e artistas no nosso país. A dicotomia entre o grupo de Valauri, Vilaça, Hudinilson Jr. e a falta de menção a seus contemporâneos do grafite nas periferias é prova disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma terceira situação é o fato de que o grafite, hoje, se coloca definitivamente no campo das artes visuais, textuais. O grafite ultrapassou o limite dos muros da cidade e não impede mais o artista que lida com sua linguagem de atuar nos outros meios e suportes das artes visuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo entre alguns precursores na linhagem do vídeo - como José Roberto Aguilar, que, nos anos 60, utilizou revólveres de pintura sobre tela na série “Futebol”, rompendo a distância entre a pintura tradicional e de rua - não faltou polêmica sobre o grafitti ser ou não ser arte. E existe ainda uma terminologia mais recente que separa as coisas entre arte e street art.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fugiu porém da percepção dos polemistas a vontade de analisar a capacidade intrínseca desses criadores que responderam “de primeira”  com suas imagens ao organismo das cidades, resignificando e dando vida aos novos códigos visuais da urbanidade e a suas populações diversas e distantes, secularmente, dos eixos culturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arte é arte, inside, outside, não importa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto uma linha de intelectuais discutia o fim de museus e galerias, surgia simultaneamente a ação dos grafiteiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sem que se reconhecesse o valor de sua ação  - acusada até de vandalismo - houve, recentemente, uma onda que se propunha dar “salvação artística” a esses artistas, através da transmissão de consciência das linguagens plásticas tradicionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disso resultam, por exemplo, algumas reinterpretações de obras conhecidas do Modernismo que estão espalhadas pela cidade. Mas qual é o sentido dessas imagens? De imediato elas geram a descaracterização do grafitti como força originária e ridicularizam a própria intenção de diálogo com a pintura. É uma dupla diluição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conservadorismo evoca esse tipo de falsidade social, da síndrome de eterno colonizador, negando a conduta  inovadora de um grupo que inventou uma nova arte. Esquece que, no fundo, o mais importante é valorizar a inteligência visual desses artistas e reconhecer que eles são a parte imediata e viva do caos urbano; o olho coletivo que atua na cidade como um órgão gerador de imagens que traduzem populações e resignificam seu locus e status social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos premiados em salões com instalações que eram cópia de Ilia Kabakov, Richard Hamilton, Sol Lee Witt e tantos outros, perdia-se a noção crítica sobre uma arte nascente, de surgimento relacionado com arquitetura, urbanismo e até mesmo inarquitetura e inurbanidade do espaço da cidade. Os grafites feitos em trens, ainda, acentuavam a idéia de intercidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O olho do furacão ficou escondido debaixo dos escombros do “tecido fino de atualização conceitualista da arte brasileira” totalmente espelhada no alheio e na negação de realidades locais. E quem diria: o lugar ocupado pela geração 80 e 90 dá lugar ao que poderíamos chamar de grafitti depois do grafitti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é de se estranhar que do ponto de vista criativo isto ocorra. Afinal, com raras exceções, as Faculdades de Arte, recentemente, nada mais fizeram do que contribuir para a construção de um “artistoduto” submisso ao olho dos curadores, por sua vez entregues à lógica das instituições culturais e seu conglomerado de “riquezas” sob outra ótica entendidas. Na prática, nunca se viu tanta submissão de artistas e intelectuais. Mas como a arte é impiedosa, os criadores das novas gerações sempre aparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe aqui uma afirmativa de Abraham Moles que, discorrendo sobre “a profissão de artista” em seu livro “Arte e Computador”, afirma que “a função criadora desvia-se da idéia de ‘fazer novas obras’ para a de “criar novas artes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o grafite é uma nova arte “doa a quem doer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transgressão é sinônimo do grafitti. Expansão da consciência é conseqüência do comportamento de artistas. E se “a vida é a arte do encontro embora haja tantos desencontros pela vida”, como disse o poeta Vinícius de Moraes, o Museu Afro Brasil possibilita um grande encontro dos artistas do grafitti além do grafitti com a “Viva Cultura Viva do Povo Brasileiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É natural que um museu como este, feito de mdf e inteligência, ao completar seu segundo ano de vida, surpreenda, valorizando a trajetória de artistas dotados de uma capacidade positiva e descomunal de improvisar, adequar-se à realidade do imediato, do momentâneo, das linguagens tradicionais e sua transcendência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste embate, a matriz africana da arte brasileira reaparece de modo ímpar. A cultura e a arte dos africanos chegou e permanece no Brasil através de seus corpos. Contradições existem, como na ruidosa litografia de Rugendas “Negers sklaven market in Rio de Janeiro”, presente no acervo do Museu, onde meninos africanos aparecem desenhando figuras na parede. A busca da liberdade é o fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o corpo é o suporte essencial dos grafiteiros. A mobilidade do grafiteiro para produzir imagens espalhadas é uma liberdade nunca antes vista entre criadores visuais. Trata-se do conceito de deslocamento e não apenas a difusão da imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grafitti visto desta forma sempre foi muito mais arte interativa do que uma arte de transgressão. Surgiu em rede e gerou uma massa de criadores. Mais ainda: surgiu da atitude de uma multidão criadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E existe uma situação chave na sociedade atual: a reversão do paradigma contemplativo para o interativo, o que irá gerar mudanças definitivas no campo das artes, incitando a necessidade de novos espaços e novas filosofias nas intituições que operam arte e difusão cultural.&lt;br /&gt;O Museu Afro Brasil preenche duplamente a questão, pois já começa a construir um papel precursor ao interagir o grafitti à magnitude de seu acervo. Surge na cena brasileira, assumidamente, como um “museu em perspectiva”. Faz-se na realidade brasileira sem esperar pelo surgimento de condições ideais, dinamiza  espaços e polêmicas, ampliando-se, além da própria temática, para as questões mais amplas da arte e da sociedade contemporânea. Equilibra-se na controvérsia paulistana, desde a sua fundação em setembro de 2004, gerando rudimentos para refletirmos sobre o que é o papel de um museu pós-moderno e interativo, que ao invés de voltar-se apenas para seu espaço interno celebra seu segundo aniversário indo às ruas.&lt;br /&gt;“Território Ocupado” é um desdobramento desta ação multiculturalmente construída através do contato entre a Shock Cultural, o olhar de Emanoel Araujo e o ambiente formado pelas diversas reflexões tecidas por este grupo que encerra dois últimos desafios de convivência e aplicação futuras: o grafitti inside e a construção outside do Museu Afro Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;*texto publicado originalmente durante a mostra Território Ocupado, no Museu AfroBrasil, realizada pelo projeto Pontos de Cultura mantido pelo MINC.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-8795526791066621900?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/8795526791066621900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=8795526791066621900' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8795526791066621900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/8795526791066621900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/graffiti-depois-do-graffiti.html' title='Graffiti depois do graffiti*'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_CR5me94mOOw/RlWomELWviI/AAAAAAAAAAM/Z26QPvPElPo/s72-c/Speto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3242925197043294923.post-5752241453602964308</id><published>2007-05-23T23:24:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T23:27:35.612-03:00</updated><title type='text'>O graffiti na curva do half pipe</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Não se deve ter pressa para desenhar alguma coisa que vai pertencer à posteridade”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagine a tranqüilidade com que Leonardo Da Vinci depositou seus gestos para construir o quadro da “Monalisa” e os caras, nas cavernas, juntando gordura e pigmentos para desenhar humanos, bichos e seres que permanecem indecifráveis nas pedras do planeta, há mais de 40 mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está tudo espalhado por aí, o que ficou e, de algum modo, o que se apagou. Inconformados nós descobrimos que há milhões de anos o homem se exprime deste modo, gravando suas percepções nas paredes, que metaforicamente transformaram-se nos planos da pintura e da tela de cinema. O mistério é a relação entre o horizontal e o vertical, que surge nos pequenos traços, num vôo linear e colorido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De vez em quando um gênio inventor cai para o alto, vê as coisas lá de cima e quando aterrissa imprime as marcas do que viu. Daí, nosotros, quando percebemos as marcas feitas por este sujeito inovador, dizemos: tá aí, surgiu alguma coisa nova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o novo jamais é transitório, ele se sobressai e modifica os aspectos do tempo. A novidade sim é transitória, mas o novo não. Mesmo quando a transitoriedade é a marca da linguagem em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O graffiti em si não é transitório. Transitória é a grafitagem e a variação de seus estilos. O novo na arte desce e sobe com a lei da gravidade e desliza nas linhas da história, como um skatista anda num half pipe. E tudo aquilo que se transforma ou não em arte, depende da habilidade com que se faz as manobras: criativas, mercadológicas, midiáticas. Mas vence e permanece a invenção, a inteligência visual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, a história da arte possui uma relação com as pistas de skate. E o skate com a força filosófica do pêndulo como se vê no half pipe. Me dei conta disso hoje pela manhã quando olhava, aqui no Agreste pernambucano , uns ossos de cavalo, debaixo de um cacto “animal”, o esqueleto branco, reluzindo o sol. Imaginei pinta-los e senti a paciência necessária para achar com um pedaço de carvão, cada um de seus contornos. Só pra ilustrar, essa área é repleta de rochas graníticas com muitas inscrições rupestres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pedacinho da atitude de pintar leva a uma reflexão. E no silêncio da reflexão, pensando, ouvi uma voz do além a dizer: “não se deve pintar com pressa uma coisa que você pretende deixar para a posteridade”. Então me dei conta do que está ocorrendo na cultura atual do Graffiti e seu movimento de transição. Estou me referindo ao Graffiti contemporâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O spray rompeu a vontade inicial de comunicar dos taggs, e as imagens elaboradas nos muros do mundo romperam os limites do museu e imprimiram a arte na rua. E isso gerou uma coisa incrível, uma rede de informação que se elaborou esteticamente para um chinês, europeu, africano e brasileiro: afinal, quem não sabe o que é graffiti?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que alguns grafiteiros, tiveram a sacação de parar e no meio da correria e da moda que embala o Graffiti. Por isso, de uns anos pra cá, inventaram estilos, linguagens e raciocínios visuais que discutem o mundo e as comunidades que estão ao redor de suas pinturas e vencerem, com sua forte presença local, aquela flutuação da arte das galerias e museus. Mais propriamente, o graffiti surgiu como um evidente contraponto da arte conceitual nos últimos 30 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a segunda Guerra escrevia-se frases de protesto nos muros, é assim em todo o lugar quando se quer falar alguma coisa. Mas o Graffiti, além de comunicar alguma coisa nova, ganhou vida própria como linguagem visual. A arte conceitual se esgotou nela mesma, a cena ficou vazia e parece estar chamando alguma novidade para o seu establishment como é natural: é a vez do graffiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a diferença de que a “Monalisa” está preservada há séculos, é um quadro, e a imagem do grafitti pode sumir de um dia para o outro, justamente porque a grafitagem pode não buscar a posteridade. Disseram também que a pintura ia morrer, mas não é bem assim e quando um graffiti se apaga surgem outros nos muros: enquanto houver grafiteiros haverá graffiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a caverna, quando nos vestíamos com a pele dos animais e depois o tecido, até o algodão esticado no bastidor de madeira formar a tela como suporte da pintura e, agora, voltando ao assunto da pele, se imaginarmos os muros como expressão da nossa primeira casa, as cavernas, compreenderemos que o graffiti possui uma vida própria e misteriosa como linguagem visual autônoma e como pele urbana, que assemelha-se a pintura mas eliminou, originalmente, o pincél, a estática vista num tubo de tinta amassado sobre a mesa do pintor moderno. O estúdio do graffiti é o corpo do grafiteiro assim como o alcance de sua obra é o mesmo do seu deslocamento pelos lugares do mundo onde for grafitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A lata de spray é móvel, a tinta é acionada pelo sopro; o graffiti pulveriza, é leve. Exposto em todas as cidades, interage com a cor dos automóveis em trânsito e a roupa de todos que passam nas ruas. A nova geração do graffiti está ocupando os museus, portanto torna-se inevitável, o encontro do graffiti com a pintura e da pintura com o graffiti. Aquela situação do passado que fazia do museu um lugar distante pra galera do graffiti tanto quanto a pintura da rua que ficava menosprezada para alguns pintores e gente de museu são situações que já eram! Se permanecer é por incompreensão, desinformação, ou pra resumir, preconceito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o graffiti não é a “Monalisa”, embora os museus e curadores estejam sorrindo para ele. E terá que se achar o equilíbrio entre a velocidade de ascenção e queda na curva do half pipe que foi colocado no limite entre a rua e a porta do museu. Você dropa na rua e vai parar dentro do museu, dropa no museu e vai parar na rua. Existe o artista que faz graffiti e encontrou a pintura do mesmo modo como os outros que faziam pintura e encontraram o graffiti mas, na verdade, dropar de um lado do half com sprays e chegar do outro lado com eles, e de repente voltar com mais uns pincéis, e vice-e-versa é uma questão de liberdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que define a atitude de cada um é a coragem de encarar ou não o desafio do pêndulo, que passa entre o museu estático e o movimento das ruas. Duvido dos radicais que não vêem comunicação entre uma coisa e outra, mas como não há respostas definitivas para nada, vou ler de novo um livro chamado “Isto não é um cachimbo”, de Michel Foucault. Fazer perguntas nessa altura do campeonato importa mais do que obter respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O graffiti é mais democrático por isso ou aquilo, por estar na rua e não no Museu? Não necessariamente, porque nem todas as ruas são democráticas, assim como o acesso a elas muitas vezes é fechado e da mesma maneira como instituições de arte que se dizem democráticas, com suas portas abertas são contraditoriamente fechadas pelo seu conteúdo e pela indução que operam no caminho de jovens artistas. E nem sei se a democracia é o papel maior graffiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém colocou o half pipe bem no limite entre uma coisa e outra. A linha divisória passa no eixo das manobras e o interessante é que este limite está no grau zero da curva.&lt;br /&gt;E depois da transição, quem sabe, a pintura migre do ut pictura poesis para ut mistura poesis, presente no trabalho de Nunca, Spetto, Kboco, Onesto, Ciro Schunemann e Daniel Melim. Isto, para citar apenas alguns dos nomes que estão no movimento do half pipe por uma questão da sua elaboração de linguagem e não apenas por estarem ou não expondo no circuito oficial das artes visuais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;geometry of chaos&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3242925197043294923-5752241453602964308?l=sauloditarso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sauloditarso.blogspot.com/feeds/5752241453602964308/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3242925197043294923&amp;postID=5752241453602964308' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5752241453602964308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3242925197043294923/posts/default/5752241453602964308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sauloditarso.blogspot.com/2007/05/o-graffiti-na-curva-do-half-pipe.html' title='O graffiti na curva do half pipe'/><author><name>cnma</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
