Este blog é dedicado ao encontro. Às coisas díspares e semelhantes evidentemente como as diversas e divergentes. Reto e curvo. Linear. Cartesiano e caótico, geométrico e expansivo. Resiliência é o estado de remorfose das coisas, quando da ruptura renascem as coisas para seu estado original de matéria e alma,e, neste caso, resiliência poética será nosso assunto. Uma vez ou outra tudo isso poderá ser nada disso.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Poemas

Fragmentos do amor: cheguei em casa as 8 e trinta.



A noite sempre significou liberdade

Enquanto dormes o violão soa

As páginas da vida viram

E a poesia ressoa tantos encantos

Quanto às manhãs

Eu sei que teu sono me castiga

Porque eu queria ver teus olhos e amar

Até o amanhecer

Mas você não tem tempo, é ocupada demais para o amor notívago

Os pretos tinham as manhãs para trabalhar

Então, como para os poetas sobrava-lhes a noite

Para serem livres

Mais vale a quem deus ajuda do que quem cedo madruga

Eu não te vejo depois de um dia febril

E estás enterrada em teu sono

Trouxe para casa um disco do Paulinho Nogueira

Até amanhã, pois estou

O mundo é cinza, o ar da cidade fede

E meu coração anoitece

Mas quem é você colombina?

Professora de manhã,

De tarde professora,

De sábado e domingo atriz

Segunda a sexta um chafariz de jorrar tua alma para quem a comprou

Você não tem tempo de amar; e pensas que tem quantas vidas?

Algum dia de agosto de 2006.



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