Este blog é dedicado ao encontro. Às coisas díspares e semelhantes evidentemente como as diversas e divergentes. Reto e curvo. Linear. Cartesiano e caótico, geométrico e expansivo. Resiliência é o estado de remorfose das coisas, quando da ruptura renascem as coisas para seu estado original de matéria e alma,e, neste caso, resiliência poética será nosso assunto. Uma vez ou outra tudo isso poderá ser nada disso.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Homenagem a Sivuca: Dodecafosinfantasmofonia


Sivuca by thord ehnberg 2006

Homenagem
a Sivuca para ser feita ação musical
pelo que sobrou dogrupo Trans
imediatamente


O fim da melodia

É o fim do sentimento melódico

Para uns para outros

Em si nem tanto nos outros:

Alguma coisa que não é rima parece rima?

Nota abaixo, nota acima

O sentido é rima

Rima não rima com rima

Bagunça rima com esperança

Desordem rima com dança

Inteligência com ar

Chapéu com fibra de panamá

Mas nada é diferente da rima que a história faz

Com todos nós

Arranhados, torcidos, amados, despidos

Rasgados, envolvidos, abandonados, congelados, fervidos

Achados e perdidos no espaço infinito em que bóia a terra

Espalhados no tempo como a chuva sobre a cidade moderna

Presos na tradição como na fala dos homens antigos

Emancipados da natureza como um figo de uma figueira

Dodecafônicos músicos como este figo ilusório seco

Temporários ruídos, barulhos, nota abaixo e acima

Para os lados e em esfera, para fora dela em multidireções vão os sons do fim do começo

Três passos para cada lado na dança simultânea de malucos

Afoitos na cama, casais ardendo-se todos, eles e elas

E mais uma vez a rima do nenhum rima com todos

O café da manhã com o jantar índio

Beetoven com Chaplin

Villa Lobos com Faceta

Mas não para sempre: o mundo explodido no caos

Despencou para o alto

E atingiu o passo da estrela

Melodia, melodia, sinfonia, sinfonia

Cacofonia, inteirofonias

Perturbação e silêncio

Diversão e riso

Choro e ganzá, harmonia e asas

Criadores férteis são melódicos

Soldados da paz são dodecafônicos: a paz de um e alguns mas não todos os povos

A mesa é previsível mas o espelho não

O sim é previsível mas o talvez não

O talvez rima com o certo

O incerto com o não

Ai deus do céu mas que tamanha variação

E eis arte da fuga pelos canais timpânicos do tempo

Joga-se dados para e para ...

Click, e-mailpostcaselapostalepipatumtumtlactlac

Sapatos, sapatilhas de balé

Corações em gelo e neve, chama e incêndio

Vulcões e navios

Poetas e o vazio dos túmulos da melodia

A melodia ao meio-dia cai bem

A meia-noite cai bem à melodia

O acordeom cai bem nas mãos de Sivuca

E Sivuca cai bem nas mãos de Zeus

Itabaiana, Itabira

Rima nova e sem comparação

Seca e chuva

Terra vermelha e música plena: dois pra , dois pra

Você rima comigo

Comigo rima com o contrário das espirais

E o tempo com as catedrais do fluxo

A buzinar dentro e fora das paredes

Música timpânica

E até mais...

“Sídrome do cômico

Até um dia no ponto albino

De algum dos giros do universo

Das melodias sem fim zeichnung para o in fim!

IPHAN,,, i ching,,, (espirrando) te elefante!!!

Ei, ei, ei, ...

Você ...

Samba de uma nota

Quer dançar?

Então me encontre aqui na feira de mangaio,Ray Johnson

Segunda-feira 22

- Cage: bom dia, você vai?

Os fins rimam com os meios e nada tem fim



john cage shoes by ray johnson


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