
Sivuca by thord ehnberg 2006
Homenagem a Sivuca para ser feita ação musical
pelo que sobrou dogrupo Trans imediatamente
O fim da melodia
É o fim do sentimento melódico
Para uns para outros
Em si nem tanto nos outros:
Alguma coisa que não é rima parece rima?
Nota abaixo, nota acima
O sentido é rima
Rima não rima com rima
Bagunça rima com esperança
Desordem rima com dança
Inteligência com ar
Chapéu com fibra de panamá
Mas nada é diferente da rima que a história faz
Com todos nós
Arranhados, torcidos, amados, despidos
Rasgados, envolvidos, abandonados, congelados, fervidos
Achados e perdidos no espaço infinito em que bóia a terra
Espalhados no tempo como a chuva sobre a cidade moderna
Presos na tradição como na fala dos homens antigos
Emancipados da natureza como um figo de uma figueira
Dodecafônicos músicos como este figo ilusório seco
Temporários ruídos, barulhos, nota abaixo e acima
Para os lados e em esfera, para fora dela em multidireções vão os sons do fim do começo
Três passos para cada lado na dança simultânea de malucos
Afoitos na cama, casais ardendo-se todos, eles e elas
E mais uma vez a rima do nenhum rima com todos
O café da manhã com o jantar índio
Beetoven com Chaplin
Villa Lobos com Faceta
Mas não para sempre: o mundo explodido no caos
Despencou para o alto
E atingiu o passo da estrela
Melodia, melodia, sinfonia, sinfonia
Cacofonia, inteirofonias
Perturbação e silêncio
Diversão e riso
Choro e ganzá, harmonia e asas
Criadores férteis são melódicos
Soldados da paz são dodecafônicos: a paz de um e alguns mas não todos os povos
A mesa é previsível mas o espelho não
O sim é previsível mas o talvez não
O talvez rima com o certo
O incerto com o não
Ai deus do céu mas que tamanha variação
E eis arte da fuga pelos canais timpânicos do tempo
Joga-se dados para lá e para cá...
Click, e-mailpostcaselapostalepipatumtumtlactlac
Sapatos, sapatilhas de balé
Corações em gelo e neve, chama e incêndio
Vulcões e navios
Poetas e o vazio dos túmulos da melodia
A melodia ao meio-dia cai bem
A meia-noite cai bem à melodia
O acordeom cai bem nas mãos de Sivuca
E Sivuca cai bem nas mãos de Zeus
Itabaiana, Itabira
Rima nova e sem comparação
Seca e chuva
Terra vermelha e música plena: dois pra cá, dois pra lá
Você rima comigo
Comigo rima com o contrário das espirais
E o tempo com as catedrais do fluxo
A buzinar dentro e fora das paredes
Música timpânica
E até mais...
“Sídrome do cômico”
Até um dia no ponto albino
De algum dos giros do universo
Das melodias sem fim zeichnung para o in fim!
IPHAN,,, i ching,,, (espirrando) te elefante!!!
Ei, ei, ei, ...
Você aí...
Samba de uma nota só
Quer dançar?
Então me encontre aqui na feira de mangaio,Ray Johnson
Segunda-feira 22
- Cage: bom dia, você vai?
Os fins rimam com os meios e nada tem fim

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